6º Dia da Novena de Natal – Sexta-feira, 21/12 – Antífona O Oriens

Seria conveniente fazer a meditação da Novena em família e rezar o Santo Terço em seguida.

Aqui está o arquivo PDF com a Novena completa: Novena de Natal Completa

Meditações de Santo Afonso de Ligório para Novena de Natal

6º Dia – 21 de dezembro

Factus sum sicut homo sine adjutorio, inter mortuos liber.

“Tornei-me como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos” (Sl 87,5).

Considera os sofrimentos de Jesus Cristo no seio de Sua Mãe, onde esteve como numa prisão, durante nove meses. É verdade que as outras crianças se acham no mesmo estado, mas não lhe sentem os incômodos, porque os não conhecem. Jesus, ao contrário, tinha pleno conhecimento deles, pois, desde o primeiro instante de Sua vida, teve o perfeito uso da razão: possuía os sentidos e não podia servir-se deles; tinha olhos e não podia ver; tinha língua e não podia falar; tinha mão e não podia estendê-las; tinha pés e não podia andar, de sorte que, durante nove meses, teve de ficar no seio de Maria como um morto encerrado num sepulcro: Como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos. Era livre, porque voluntariamente se fizera prisioneiro de amor naquele cárcere; mas o amor O privava da liberdade e lá O conservava tão estreitamente preso que não podia mover-se: Ele era livre, porém, entre os mortos. Ó paciência do Salvador! Exclama Santo Ambrósio ao considerar os sofrimentos de Jesus no seio de Maria.

O seio de Maria foi, pois, para o nosso Redentor uma prisão voluntária, porque era uma prisão de amor; não foi, todavia, uma prisão injusta: Jesus era inocente, mas se oferecera para pagar as nossas dívidas e expiar as nossas iniquidades. É, pois, com razão que a divina justiça O conservou assim encerrado, começando a exigir por esta primeira pena a satisfação que Lhe era devida.

Eis a que se reduz o Filho de Deus por amor dos homens: priva-se de sua liberdade e coloca-se em cadeias para livrar-nos das cadeias do inferno. E nós poderíamos, sem injustiça, não corresponder com gratidão e amor à bondade daquele que, sem estar a isso obrigado, mas por puro afeto para conosco, se fez nossa caução e nosso libertador, que se ofereceu para pagar nossas dívidas, e de fato as pagou com sua vida divina, e se carregou das penas devidas aos nossos crimes? Não te esqueças, diz o Sábio, do benefício que te tez o que ficou por teu fiador, porque ele expôs a sua vida por ti.

Afetos e Súplicas

Sim, meu Jesus, o Vosso profeta tem razão de advertir-me a não esquecer a graça inapreciável que me fizestes. Eu era o devedor, o culpado; e Vós, inocente, Vós, o meu Deus, quisestes expiar minhas faltas com Vossas dores e com a Vossa morte. Mas eu, depois disso, esqueci os Vossos benefícios e o Vosso amor e tive a audácia de voltar-Vos as costas, como se não fôsseis o meu soberano Senhor, e um Senhor que me amou tanto! Mas, meu caro Redentor, se no passado fui ingrato, estou resolvido a não cometer mais a mesma falta: os Vossos sofrimentos e a Vossa morte serão o objeto contínuo dos meus pensamentos, recordar-me-ão sem cessar o amor que me tendes. Maldigo esses dias em que, esquecido do que sofrestes por mim, fiz uso tão mau da minha liberdade; Vós ma destes para eu Vos amar, e dela me servi para Vos ultrajar! Mas hoje consagro-Vos inteiramente essa liberdade que recebi de Vós. Por favor, Senhor, preservai-me da desgraça de me ver outra vez separado de Vós e caído na escravidão de Lúcifer. Prendei minha pobre alma aos Vossos sagrados pés pelas cadeias do Vosso amor a fim de que se não separe jamais de Vós. — Pai eterno, pelo cativeiro de Jesus no seio de Maria, livrai-me das cadeias do pecado e do inferno.

E vós, ó Mãe de Deus, socorrei-me. Tendes o Filho do Altíssimo encerrado em vosso seio e estreitamente unido a vós: já que Jesus é vosso prisioneiro, fará o que lhe disserdes. Ah! Dizei-Lhe que me perdoe, dizei-Lhe que me torne santo. Ajudai-me, minha Mãe, eu vos conjuro pela graça e honra que Jesus Cristo vos fez de habitar nove meses em vós.

Antífona – Ó Oriente

As belíssimas “Antífonas Ó” são as antífonas das Vésperas que antecedem a
Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, do dia 17 ao dia 23. São uma obra-prima da liturgia católica. Deram origem ao título de Nossa Senhora do Ó.


Ó Oriente, esplendor da luz eterna e sol de justiça: vinde e iluminai os que
estão nas trevas e na sombra da morte.

 

5º Dia da Novena de Natal – Quinta-feira, 20/12 – Antífona O Claves David

Seria conveniente fazer a meditação da Novena em família e rezar o Santo Terço em seguida.

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Meditações de Santo Afonso de Ligório para Novena de Natal

5º Dia – 20 de dezembro

Oblatus est, quia ipse voluit.

“Foi oferecido porque Ele mesmo quis” (Is 53,7).

Desde o primeiro instante que o Verbo divino se viu feito homem e criança no seio de Maria, ofereceu-se sem reserva aos sofrimentos e à morte, para resgatar o mundo: Foi oferecido porque Ele mesmo quis. Sabia que todos os sacrifícios de bodes e touros, oferecidos a Deus no passado, não podiam satisfazer pelos pecados dos homens, e que só uma pessoa divina podia pagar o preço de sua redenção: Eis por que, escreve São Paulo, desde sua entrada no mundo Ele diz: Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo… Então eu disse: Eis-me que venho. Meu Pai! Todas as vítimas que Vos foram oferecidas até agora não foram suficientes, e não podiam sê-lo, para desarmar Vossa justiça; destes-me este corpo passível a fim de que, pela efusão do meu sangue, eu Vos aplaque e salve os homens. Eis-me pronto: Ecce venio; aceito tudo e me submeto em tudo à Vossa santa vontade.

É certo que a parte inferior sentia repugnância; recusava-se naturalmente a viver e morrer no meio de tantos sofrimentos e opróbrios; mas a vitória coube à parte racional, que estava inteiramente submissa à vontade de Deus, e Jesus aceitou tudo, começando, desde então, a sofrer todas as angústias e dores que devia suportar no decorrer de Sua vida. Eis o que fez por nós nosso divino Redentor desde o primeiro momento de Sua entrada no mundo.

Mas nós, grande Deus, como nos temos portado para com Jesus, depois que, chegados ao uso da razão, começamos a conhecer, pelas luzes da fé, os santos mistérios da redenção? Quais foram os nossos pensamentos, as nossas ocupações? Que bens temos nós amado? Os prazeres, os divertimentos, o orgulho, a vingança, a sensualidade, eis os bens que prenderam os afetos do nosso coração. Mas, se temos fé, havemos enfim de mudar de conduta e amar outra coisa. Amemos a um Deus que tanto sofreu por nós. Ponhamos ante os nossos olhos as penas que o Coração de Jesus suportou por nós desde a infância e não poderemos amar outra coisa fora desse Coração que nos amou tanto.

Afetos e Súplicas

Senhor, quereis saber como me tenho comportado para conVosco durante a minha vida? Desde que comecei a ter o uso da razão, comecei a desprezar a Vossa graça e o Vosso amor. Ah! Vós o sabeis melhor do que eu, mas Vós me tendes suportado, porque ainda me quereis bem. Eu Vos fugia e Vós não cessáveis de me perseguir, chamando-me. O mesmo amor que Vos fez descer do céu à procura das ovelhas perdidas Vos fez suportar as minhas infidelidades e não Vos permitiu abandonar-me. Agora, meu Jesus, Vós me buscais e eu também Vos busco; sinto que Vossa graça me assiste: ela me assiste inspirando-me uma viva dor de meus pecados, que detesto sobre todas as coisas; ela me assiste fazendo nascer em mim um grande desejo de Vos amar e de Vos agradar. Sim, Senhor, quero amar-Vos e agradar-Vos quanto posso. Temo, é verdade, devido à minha fragilidade e fraqueza, que contraí por meus pecados, mas o meu temor cede à confiança que me vem da Vossa graça e que, apoiando-se em Vossos méritos, me enche de coragem e me faz dizer com o apóstolo: Tudo posso naquele que me conforta. Se sou fraco, Vós me dareis força contra os meus inimigos; se sou enfermo, espero que Vosso Sangue será o meu remédio; se sou picador, espero que me tornareis santo. Reconheço que no passado Vos perdi por ter deixado de recorrer a Vós nos perigos; doravante, meu Salvador e minha esperança, estou resolvido a recorrer sempre a Vós, e espero de Vós todos os socorros necessários e todos os bens. Amo-Vos sobre todas as coisas e quero amar a Vós só; ajudai-me por piedade, pelo mérito de tantas penas suportadas por mim desde a Vossa infância. Pai eterno, pelo amor de Jesus Cristo, permiti que Vos ame. Se Vos irritei, aplaquem-Vos as lágrimas de Jesus Menino, que Vos pede por mim: Olhai para a face do Vosso Cristo. Sou indigno das Vossas graças, mas Vosso Filho inocente as merece por mim, Ele que Vos oferece uma vida de sofrimentos a fim de que tenhais misericórdia de mim.

E vós, ó Maria, Mãe de misericórdia, não cesseis de inter­ceder por mim. Sabeis quanto confio em vós, e eu sei que não abandonais quem a vós recorre.

Antífona – Ó Chave de Davi

As belíssimas “Antífonas Ó” são as antífonas das Vésperas que antecedem a
Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, do dia 17 ao dia 23. São uma obra-prima da liturgia católica. Deram origem ao título de Nossa Senhora do Ó.


Ó Chave de Davi e Cetro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha; que
fechais e ninguém abre: vinde e tirai do cárcere o prisioneiro que está imerso
nas trevas e na sobra da morte.

 

3º Dia da Novena de Natal – Terça-feira, 18/12 – Antífona O Adonai

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3º Dia – 18 de dezembro

Parvulus natus est nobis, et Filius datus est nobis.

“Nasceu-nos um Menino e foi-nos dado um Filho” (Is 9,3).

Considera que, após tantos séculos, após tantos suspiros e preces, o divino Messias, que os patriarcas e os profetas não tiveram a felicidade de ver, o Desejado das nações, o Desejo das colinas eternas, numa palavra, nosso Salvador veio, enfim, nasceu, e deu-se todo a nós: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho…

O Filho de Deus fez-se pequeno para nos fazer grandes; deu-se a nós, a fim de que nos demos a Ele; veio mostrar-nos Seu amor a fim de que correspondamos com o nosso. Recebamo-lO, pois, com afeto, amemo-lO e recorramos a Ele em todas as nossas necessidades.

As crianças, diz São Bernardo, dão facilmente o que se lhes pede. Jesus veio sob a forma duma criança para manifestar a Sua disposição de comunicar-nos Seus bens. Ora, nEle estão todos os tesouros. Seu Pai Celeste colocou tudo em Suas mãos. Desejamos luzes? Ele veio precisamente para iluminar-nos. Desejamos mais força para resistir aos inimigos? Ele veio para fortalecer-nos. Desejamos o perdão das nossas faltas e a salvação? Ele veio para perdoar-nos e salvar-nos. Enfim, desejamos o soberano dom do amor divino? Ele veio justamente para inflamar nossos corações, e para isso é que Ele se fez Menino: se Ele quis mostrar-se aos nossos olhos num estado tão pobre e tão humilde, e por isso mesmo mais amável, foi para tirar-nos todo o temor e ganhar o nosso amor. Além disso, Jesus quis nascer como criança para que O amemos não somente sobre tudo, mas também com amor terno. Todas as crianças sabem conquistar a afeição terna de quem as vê; ora, quem não amará com toda a ternura a um Deus vendo-O feito Menino, necessitado de leite, tremendo de frio, pobre, desprezado e abandonado, que chora sobre a palha numa manjedoura? Por isso, São Francisco, inflamado de amor, exclamava: amemos o Menino de Belém, amemos o Menino de Belém. Vinde, ó almas, vinde e amai o meu Deus feito Menino, feito pobre; que é tão amável e que desceu do céu para dar-se todo a vós.

Afetos e Súplicas

Ó meu amável Jesus, por mim tão desprezado, descestes do céu para resgatar-me do inferno e dar-Vos todo a mim, e como pude desprezar-Vos tantas vezes e voltar-Vos as costas? Ó Deus, os homens são tão gratos às criaturas; se alguém lhes faz algum benefício, se de longe lhes fazem uma visita, se lhes mostram sinal de afeto, não podem esquecer-se disso e sentem-se obrigados a pagar-lhes. E são tão ingratos para conVosco, que sois o seu Deus cheio de amabilidade, e que por amor deles não recusastes dar o sangue e a vida. – Mas ah! Eu tenho sido pior do que todos, pois, apesar de me terdes amado, eu Vos tenho sido mais ingrato. Ah! Se tivésseis concedido a um herege, a um idólatra, as graças com que me favoreceste, ele se teria santificado; e eu, eu Vos ofendi! Senhor, dignai-Vos esquecer as injúrias que Vos fiz. Vós dissestes que, quando um pecador se arrepende, esqueceis todos os ultrajes que dele recebestes. Se no passado eu Vos não amei, no futuro não quero fazer outra coisa senão amar-Vos. Vós Vos destes todo a mim; eu Vos consagro toda a minha vontade, e assim Vos amo, Vos amo, Vos amo, e quero repetir sem cessar; amo-Vos, amo-Vos; e quero dizer sempre a mesma coisa enquanto viver, e quero exalar o último suspiro tendo nos lábios a doce palavra: “Meu Deus, eu Vos amo!”, para começar depois, ao entrar na outra vida, a amar-Vos sem interrupção, com um amor sem fim, com amor eterno. Aguardando essa ventura, ó meu Deus, meu único Bem, meu único Amor, estou resolvido a preferir a Vossa vontade a todas as minhas satisfações. Venha o mundo inteiro, eu o repilo; não quero cessar de amar Aquele que tanto me amou; já não quero desgostar Aquele que merece amor infinito. Meu Jesus, secundai o meu desejo e a minha resolução com a Vossa graça.

Maria, minha Rainha, reconheço que por vossa intercessão tenho recebido todas as graças que Deus me tem concedido; não cesseis de interceder por mim; obtende-me a perseverança, vós que sois a Mãe da perseverança.

Antífona – Ó Adonai

As belíssimas “Antífonas Ó” são as antífonas das Vésperas que antecedem a
Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, do dia 17 ao dia 23. São uma obra-prima da liturgia católica. Deram origem ao título de Nossa Senhora do Ó.

Ó Adonai e guia da casa de Israel, que aparecestes para Moisés no fogo da sarça ardente e lhe destes a lei no Monte Sinai: vinde para nos redimir com a força do teu braço.

2º Dia da Novena de Natal – Segunda-feira, 17/12

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2º Dia – 17 de dezembro

Hostiam et oblationem noluisti; corpus autem aptasti mihi.

“Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo” (Hb 10,5).

Considera a grande amargura de que o Coração de Jesus devia sentir-se penetrado e oprimido no seio de Maria, no momento em que Seu Pai Lhe colocou ante os olhos a longa série de desprezos, dores e agonias que teria de sofrer durante Sua vida para livrar os homens de seus males.

Eis como o profeta faz falar a Jesus: desde a manhã o Senhor abriu-me o ouvido. Desde o primeiro instante de minha concepção, meu Pai me fez conhecer a Sua vontade que eu levasse uma vida de penas, para ser depois imolado na Cruz. E eu não contradigo… Entreguei meu corpo aos que me batiam. Tudo aceitei para a vossa salvação, almas queridas, desde então abandonei meu corpo aos flagelos, aos cravos e à morte.

Tudo quanto Jesus Cristo teria de sofrer durante Sua vida e na Sua paixão pairou ante o Seu espírito desde o seio de Sua Mãe, e Ele o aceitou com amor; mas para resignar-se a esse sacrifício e para vencer a repugnância natural dos sentidos – ó Deus! – que angústia e que opressão não sofreu o Coração inocente de Jesus! Ele sabia de antemão o que devia sofrer ficando encerrado nove meses na escura prisão do seio de Maria; sabia a que humilhação e penas devia sujeitar-se nascendo numa fria gruta que servia de abrigo aos animais, e, passando depois trinta anos na oficina dum pobre artifice, sabia que os homens O tratariam como a um ignorante, um escravo, um sedutor, um criminoso digno de morte e da morte mais infame e mais dolorosa que se possa infligir aos celerados.

Nosso amantíssimo Redentor aceitou tudo isso a cada instante; e, assim, a cada instante sofreu em conjunto todos os tormentos e todos os opróbrios que O aguardavam até a Sua morte: o próprio conhecimento de sua dignidade divina Lhe fazia sofrer mais profundamente as injúrias que deveria receber dos homens, e nunca as perdia de vista. A minha ignomínia está todo o dia diante de mim, dissera pelo profeta; e por essa ignomínia entendia sobretudo aquela confusão que devia provar um dia vendo-se despojado de suas vestes, flagelado, suspenso por três cravos de ferro e vendo assim terminar a vida no meio dos desprezos e maldições desses mesmos homens pelos quais morria: foi obediente até a morte, até a morte da cruz. E por quê? Para salvar a nós, pecadores miseráveis e ingratos.

Afetos e Súplicas

Ah! Meu amado Redentor, quanto Vos custou, desde a Vossa entrada neste mundo, o livrar-me do abismo em que me lançaram os meus pecados! Para me libertardes da escravidão do demônio, ao qual me vendi voluntariamente ao entregar-me ao pecado, quisestes ser tratado como o pior dos escravos, e eu, sabendo isso, contristei muitas vezes o Vosso amabilíssimo Coração, que tanto me amou! Mas já que Vós, que sois inocente e que sois o meu Deus, aceitastes, por meu amor, uma vida e uma morte tão penosas, aceito, por vosso amor, ó meu Jesus, todas as penas que me vierem de Vossas mãos. Eu as aceito e abraço porque me vêm dessas mãos traspassadas um dia para me livrarem do inferno que tantas vezes mereci. O amor que me testemunhastes, ó meu Redentor, prontificando-vos a sofrer assim por mim, obriga-me deveras a resignar-me por Vós a todos os sofrimentos, a todos os desprezos. Senhor, pelos Vossos méritos, dai-me o Vosso santo amor; o Vosso amor tornar-me-á doces e amáveis todas as dores e todas as ignomínias. Amo-Vos sobre todas as coisas, amo-Vos de todo o meu coração, amo-Vos mais do que a mim mesmo. Mas no decorrer de toda a Vossa vida destes-me tantas e tão grandes provas de Vosso amor, e eu, ingrato, após tantos anos de existência, que prova de amor Vos tenho dado até agora? Fazei, pois, ó meu Deus, que, nos anos que me restam de vida, eu Vos dê alguma prova do meu amor. Não ousaria, no dia do juízo, aparecer diante de Vós, pobre como sou atualmente e sem nada haver feito por amor de Vós. Mas que posso fazer sem a Vossa graça? Só posso pedir me ajudeis, e mesmo essa oração é um efeito da Vossa graça. Meu Jesus, socorrei-me pelos méritos das Vossas dores e do Sangue que derramastes por mim.

Santíssima Virgem Maria, recomendai-me a vosso divino Filho, conjuro-vos pelo amor que Lhe tendes: considerai que sou uma das ovelhas pelas quais vosso Filho deu a vida.

1º Dia da Novena de Natal – Domingo, 16/12

Seria conveniente fazer a meditação da Novena em família e rezar o Santo Terço em seguida.

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Meditações de Santo Afonso de Ligório para Novena de Natal

1º Dia – 16 de dezembro

Dedi te in lucem gentium, ut sis salus mea usque ad extremum terrae.

“Eu te estabeleci para luz das gentes, a fim de seres a salvação que eu envio até a última extremidade da terra” (Is 49,6).

Considera o Pai Celeste dizendo estas palavras a Jesus Menino no momento de Sua concepção: “Meu Filho, eu te estabeleci para luz das gentes e a vida das nações, a fim de que lhes procureis a salvação, que desejo tanto como se fosse a minha própria. É, pois, necessário que Vos dediqueis inteiramente ao bem do gênero humano: ‘Dado sem reserva ao homem deveis dedicar-vos inteiramente em benefício dele’. É necessário que sofrais uma pobreza extrema desde o Vosso nascimento a fim de que o homem se torne rico: Ut tua inopia dites. É necessário que sejais vendido como um escravo para pagardes a liberdade do homem, e que, como escravo, sejais flagelado e crucificado a fim de satisfazer à minha justiça pelas penas devidas aos homens. É necessário que deis Vosso Sangue e Vossa vida para livrar o homem da morte eterna. Numa palavra, sabei que não sois mais Vosso, mas do homem, segundo a palavra de Isaías: “Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um filho”. Assim, meu caro Filho, o homem se sentirá constrangido a amar-me e a dar-se a Mim, ao ver que Vos dou todo a ele, Vós, meu único Filho, e que me não resta mais nada a dar-lhe.” Eis até onde chegou o amor de Deus aos homens! Ó amor infinito, digno somente dum Deus infinito! Jesus mesmo disse: Deus amou de tal modo o mundo que deu por ele Seu Unigênito Filho.

A essa proposta, Jesus Menino não se entristece, antes se alegra, aceita-a com amor e exulta: dá saltos como gigante para percorrer o seu caminho. Desde o primeiro instante de sua Encarnação, Ele se dá todo ao homem e abraça com alegria todas as dores e humilhações que deve sofrer no mundo por amor dos homens. Essas foram, diz São Bernardo, as montanhas e as colinas escarpadas que Jesus Cristo teve de escalar para salvar os homens: Ei-lo, aí vem saltando sobre os montes, atravessando os outeiros.

Notemos bem: enviando-nos Seu Filho como Redentor e Mediador de paz entre Ele e os homens, Deus Pai obrigou-se de certo modo a perdoar-nos e a amar-nos; entre o Pai e o Filho interveio um pacto em virtude do qual o Pai devia receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfaça por nós à divina justiça. De Seu lado, o Verbo também se obrigou a amar-nos, não por causa do nosso mérito, mas para cumprir a misericordiosa vontade de Seu Pai.

Afetos e Súplicas

Meu caro Jesus, se é verdade, como a lei o declara, que se adquire o domínio pela doação, Vós me pertenceis porque o Vosso Pai Vos deu a mim: é por mim que nascestes, a mim fostes dado: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho. Posso, pois, dizer: meu Jesus e meu tudo. Já que sois meu, todos os bens me pertencem. O Vosso apóstolo me assegura: como não nos dará também com Ele todas as coisas? Por isso, meu é o Vosso Sangue, meus os Vossos méritos, minha a Vossa graça, meu o Vosso paraíso. E, se sois meu, quem poderá jamais arrancar-Vos de mim? Ninguém poderá tirar-me o meu Deus. Assim dizia com júbilo Santo Antão Abade; assim também quero dizer no futuro. É verdade que Vos posso perder ainda e afastar-me de Vós pelo pecado; mas, ó meu Jesus, se no passado Vos abandonei e perdi, arrependo-me agora de toda a minha alma, e estou resolvido a perder tudo, a própria vida, antes que tornar a perder-Vos, ó Bem infinito e único amor de minha alma. – Agradeço-Vos, Pai eterno, por me terdes dado Vosso Filho; e já que mo destes todo, eu, miserável, dou-me todo a Vós. Pelo amor desse Filho adorável, aceitai-me e prendei-me com cadeias de amor a meu Redentor, mas prendei-me tão estreitamente que possa dizer com o apóstolo: quem me poderá ainda separar de meu Jesus? – E vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que sou todo Vosso. Disponde de mim, e de tudo o que me pertence, como Vos aprouver. E como poderia eu recusar alguma coisa a um Deus que me não recusou o Seu Sangue e a Sua vida?

Maria, minha Mãe, guardai-me sob vossa proteção. Já não quero ser meu, quero ser todo do meu Senhor. A vós compete tornar-me fiel, confio em vós.

[Aviso] Peregrinação a Trindade

Leiam com atenção. É longo. Informações práticas e importantes aos peregrinos:
1. A Peregrinação da Capela Nossa Senhora das Dores (IBP-Brasília) a Trindade ocorrerá no dia 15/12/2018, sábado.
2. Aqueles que desejam se juntar à Peregrinação reconhecem o seu caráter católico e se portam em conformidade com isso e com a especificidade do Instituto.
3. Quaisquer estandartes, bandeira e símbolos do tipo devem ser previamente aprovados pela organização.
4. Recomenda-se que se participe dos diversos atos da Peregrinação pela oração e devoção, procurando evitar fotos e filmes. Haverá fotógrafos designados para isso.
5. Também na caminhada deve-se preservar a decência e modéstia nos trajes e em todo comportamento. Veja aqui: https://missatridentinaembrasilia.org/2012/12/13/modestia-na-igreja-2/
6. Se estiver levando parentes, amigos e conhecidos, é seu dever explicar essas regras.
7. A saída dos ônibus da Capela será à meia-noite da sexta-feira (14/12) para o sábado (15/12).
8. Aqueles que preferirem ir por meios próprios (ou que são de outros estados), podem juntar-se a nós nas diversas etapas da Peregrinação, sempre observando as regras acima. Mas atenção às condições mais abaixo quanto a valores e quanto ao almoço e lanches.
9. A caminhada no trevo na saída de Goiânia para Trindade começará em torno de 5h00, talvez um pouco mais cedo.
10. Haverá café da manhã no local para os que forem nos ônibus do IBP.
11. A caminhada será de 20km aproximadamente.
12. Haverá parada rápida no meio do caminho para um lanche.
13. Haverá carros de apoio aos peregrinos para qualquer eventualidade.
14. A Missa Solene tem início às 12h00, pontualmente, na Matriz Velha. Quem quiser pode juntar-se a nós nesse momento.
15. Os ônibus nos levarão ao restaurante logo após a Missa. O valor do almoço será R$ 20,00 por pessoa, para comer à vontade. Crianças até 06 anos não pagam.
16. Saímos de Trindade até às 18:00, com parada para jantar na estrada.
17. Levar capa de chuva.
18. Aqueles que não irão no ônibus deverão pagar a taxa de R$ 20,00 por pessoa, para contribuir com o aluguel dos banheiros. A taxa deverá ser paga à Capela e NÃO à empresa.
19. O almoço é somente para os que estarão nos ônibus da Capela.
20. Todos os que fecharem o pacote precisam passar o número do RG para a empresa, inclusive bebês e crianças, no caso, o número da certidão de nascimento, se ainda não tiverem RG.
25. Haverá Missa às 22:30 na sexta-feira feira como preparação para a Peregrinação.
26. Chegar aqui até 23:30 no máximo. Saída à meia-noite em ponto.
27. Trazer o documento para a Peregrinação, inclusive o documento das crianças. Sem isso, não embarca no ônibus.
28. Os carros podem ficar na garagem da Capela.
29. 30. Não haverá frutas pelo caminho nem água distribuída… Cada um deve levar mantimentos. Teremos o café da manhã no início e um lanche no meio. Há postos de combustíveis ao longo do caminho também…

[Avisos] 1ª sexta-feira do mês, conferência, jornada da Imaculada Conceição

Salve Maria!

  1. Hoje, 07/12, não haverá Conferência de Advento.
  2. Hoje, 07/12, haverá Hora Santa às 19:00 e Missa às 20:00.
  3. Amanhã, Jornada da Imaculada Conceição. Lembramos que a Imaculada Conceição é Festa de Preceito. Horários de Missa e de toda a programação no convite aqui abaixo. Para o almoço, é necessário convite, já esgotado.

[Aviso] Crisma, Adoração ao Santíssimo, Vida dos Santos, História da Igreja, Jornada, Peregrinação

Salve Maria!

  1. Informações sobre a Crisma no post abaixo.
  2. Hoje, 29/11/2018, Adoração ao Santíssimo Sacramento. Início após a Missa das 19h30. Término às 22h00.
  3. Amanha, Vida dos Santos: Santa Joana Francisca Frémiot de Chantal. Após a Missa das 19h30.
  4. Sábado, história da Igreja:O Panteão de Roma e Nossa Senhora dos Mártires
  5. Domingo, 02/12, será o último dia para a venda dos convites para o almoço da Jornada da Imaculada Conceição.
  6. Domingo, 02/12, será o último dia para a inscrição na Peregrinação a Trindade. O pagamento pode ser efetuado até o dia 08/12.