[Aviso] Peregrinação Nacional do IBP a Aparecida 2019 – Informações para Brasília

Os pacotes serão vendidos nesse domingo, 26/05, após a Missa das 10:00. Outras ocasiões serão informadas posteriormente.

Peregrinação a Aparecida

Informações sobre a Peregrinação do IBP/BSB, feita de ônibus, para se juntar à Peregrinação Nacional do Instituto Bom Pastor a Aparecida em 27/07/2018, sábado:

1. Saída de Brasília, na Capela N. Sra. das Dores: Quinta-feira, dia 25/07, às 14h00.

2. Chegada a Brasília, na Capela N. Sra. das Dores: Segunda-feira, 29/07, pela manhã.

3. Haverá caminhada (facultativa) de 14km até Aparecida com os clérigos do IBP e fiéis de todo o Brasil.

4. Missa Solene em Roseira, 29/07, antes da caminhada.

5. Visitas a Guarantiguetá, ao Porto de Itaguaçu, ao Cruzeiro e muitas outras.

6. Valor do pacote R$ 1.200,00
(Atenção aos descontos para a idade e ao magnífico Hotel proposto também em virtude de seu valor religioso)

7. Criança até 6 anos não paga hotel. Mas, por norma da ANTT, a partir dos 5 anos é obrigatório ir na poltrona. Nesse caso então:
0 a 4 anos: de graça – no colo dos pais no ônibus (se quiser pegar poltrona, ela custa R$ 370,00)
5 e 6 anos: hotel gratuito, mas paga a poltrona, R$ 370.
7 a 11 anos: desconto de 15% no valor do pacote.

8. Inclusas todas refeições, do café da manhã de sexta-feira ao almoço de domingo. Restaurante bom no hotel.

9. Atenção ao Hotel, com valor especial para nós: Pousada Bom Jesus – Aparecida
Hotel e Seminário, de bela arquitetura, sendo possível visitar os aposentos onde ficaram os Papas que já foram a Aparecida. Parte do prédio ainda é o Seminário, a Cúria Arquidiocesana e a Residência Episcopal. Tem grutas, espaços amplos…

Este hotel fica a 2km da basílica, porém tem transfer saindo do hotel a todo instante para deixar dentro da área basílica nova.

Facilidades: No hotel tem 2 capelas, espaço para as crianças.
O grupo ganha um passeio (facultativo) guiado e explicativo por toda a basílica nova na sexta-feira a noite.

Via Sacra (Via Matris) para a Sexta-Feira Santa de 2019

Via Sacra 2019 PDF

 

Jesus encontra Sua Mãe MurilloBartolomé Esteban Murillo, Cristo carregando a Cruz. C. 1660-1665

Via Sacra 2019

Sexta-Feira Santa

19 de abril

Pe. Daniel Pinheiro, IBP

1ª Estação

Jesus é condenado à morte

Ecce Homo. Eis o homem. De fato, eis o homem que é condenado pela malícia dos chefes dos sacerdotes e dos fariseus. Eis o homem que é condenado pelo respeito humano e apego aos bens desse mundo de Pilatos. Eis o homem que é condenado pela tibieza e frouxidão da multidão, pronta a seguir a ordem do dia e não a verdade. Eis o homem por excelência. O novo Adão, que vem para fazer a vontade de Deus. Eis o homem, que vem para expiar pelos nossos pecados, enquanto ainda somos seus inimigos precisamente pelos nossos pecados. Eis o homem, que é também Deus. Eis o homem-Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, pronto para começar o caminho da Cruz, essa via sagrada para a glória de Deus e a nossa conversão. E eis que, em algum lugar, em meio à multidão ou um pouco afastada dela, podemos ver também a mulher. Eis a mulher por excelência, Maria Santíssima, Mãe de Jesus, Mãe de Deus, portanto, e Senhora nossa. A mais bela criatura da Santíssima Trindade. Eis a nova Eva. Eis aquela que estava quase sempre ausente quando Nosso Senhor era louvado pelos homens e que agora se faz presente quando Ele é desprezado, humilhado e condenado pelos homens. Eis a mulher que compreende perfeitamente o que este Homem, Jesus, todo ensanguentado, está fazendo no pretório de Pilatos. Ela compreende perfeitamente o que está ocorrendo nessa sexta-feira santa porque, para ela, Ele não é unicamente o Homem. Para ela, Ele é também o Filho. Peçamos a Nossa Senhora a graça de podermos compreender a paixão de seu Divino Filho como ela mesma a compreendeu. Peçamos a graça de poder acompanhá-la durante o caminho da Cruz, para com ela sermos inflamados pelo amor de Deus. Dai-me, meu dulcíssimo Jesus, a graça de ver a Vossa Paixão com os olhos de Vossa Santíssima Mãe.


 

2ª Estação

Jesus levando a Cruz às costas

Ah, minha boa Mãe, o governador Pilatos, vencido pelo respeito humano, entrega Vosso Divino Filho aos soldados, aos carrascos. Retiram-lhe a veste púrpura, que tinham colocado para zombar dEle, e colocam novamente a sua túnica sem costura, feita por vós mesma. Ao colocá-la, as dores das feridas se renovam, os espinhos da coroa cravam-se ainda mais na cabeça do vosso Filho. São chamados os dois ladrões, que começam, desde já, a blasfemar contra vosso Filho, pois que tiveram a execução antecipada para acompanhar o Salvador, a fim de que todos acreditassem que Ele era um malfeitor como eles. Blasfemam também grande parte dos judeus e dos romanos. Aqueles que vosso Divino Filho veio salvar se insurgem contra Ele. Que tamanha a dor de Nosso Senhor sabendo que muitos, infelizmente, não aproveitarão do seu extremo sacrifício, sabendo que muitos não aproveitarão do seu extremo amor, sabendo que muitos desprezarão as graças e, apegados à própria vontades e aos próprios caprichos, murmurarão, blasfemarão diante das provações, das dificuldades, dos sofrimentos, em vez de se conformarem com a vontade de Deus. E não somos nós desse número dos que reclamam das disposições da divina providência, que não se conformam com a vontade divina? Murmuramos do frio e do calor. Murmuramos dos problemas na família e no trabalho ou na escola. Murmuramos da comida, do cansaço. Murmuramos dos outros. Murmuramos porque falam mal de nós, murmuramos porque sofremos uma mínima injustiça… Murmuramos pelos imprevistos… Murmuramos, murmuramos… Murmuramos quando temos cruzes. Murmuramos quando não temos cruzes. Em vez de agirmos com caridade em tudo sempre, movidos por amor a Deus, nos revoltamos. Nosso Senhor nos dá o exemplo da perfeita conformidade ao carregar a Sua Cruz. Vós, Minha Mãe, nos mostrais o exemplo de como aceitar o sofrimento por amor a Deus. Alcançai-me, Maria, de Vosso Filho, a graça de poder ser sempre conforme à vontade de Deus, sem murmurar, sem reclamar, sem me revoltar, mas com paciência, caridade e conformidade com Deus.


 

3ª Estação

Jesus cai pela primeira vez em terra

Um Deus que cai. Ao cair, todas as dores de Jesus se renovam ainda mais agudas e penetrantes. Quem sabe o tamanho da Vossa Cruz, meu bom Jesus? Não falo dessa Cruz física que está agora por cima do Vosso sacratíssimo corpo estendido no chão… Falo da cruz que é o pecado dos homens. Essa cruz, meu Jesus, apenas conhece quem Vos ama profundamente. Apenas conhece quem Vos ama profundamente porque assim conhece a gravidade, a malícia de um pecado, sobretudo de um pecado mortal, que é ofensa infinita a Deus. O comprimento, a largura, a profundidade e o peso da Vossa cruz é o comprimento, a largura, a profundidade e o peso de todos os pecados desde Adão até o último dos homens. E essa cruz dos pecados dos homens é tanto mais pesada quanto maior é o Vosso amor por Deus e pelos homens. Não conseguimos compreender, meu bom Jesus, o tamanho e o peso dessa cruz. Todavia, vós, minha boa Mãe, compreendeis de modo sublime e preciso o peso dessa cruz que levou vosso Filho ao chão algumas vezes. Vós compreendeis o tamanho e o peso dela em virtude do vosso amor perfeitíssimo por Deus e pelos homens. Conseguis, assim, ver a malícia sem fim do pecado e como o pecado leva um Deus à Cruz. Dai-me, Maria, um horror profundo ao pecado. Dai-me a graça de não trocar Deus pelas migalhas ilusórias do pecado, do mundo, da carne. Dai-me a graça de viver santamente e de não acrescentar, pelos meus pecados, peso e tamanho à Cruz de Cristo.


 

4ª Estação

Jesus encontra-se com sua Mãe Santíssima

Eis o mais sublime encontro. Se Vós, Maria, acompanháveis todo o caminho sagrado de vosso Filho em direção à Cruz, o fazia de maneira discreta, um pouco ao longe… Em determinado momento, porém, o Salvador está diante de vós. Ele também vos vê. Não se trata aqui de um olhar para levar ao arrependimento dos pecados, como foi o olhar de Jesus a Judas no Jardim das Oliveiras ou o Seu olhar a São Pedro. Tampouco é um olhar que traga consolação sensível. Nossa Senhora sofre ao ver seu Divino Filho sofrer. Nosso Senhor sofre ao ver sua Mãe sofrer por causa de sua paixão. Esse olhar de tão terna Mãe com seu Divino Filho é, mais bem, um olhar de união de corações. Sabem ambos o porquê da paixão. As inteligências e as vontades de ambos estão unidas para buscar a glória de Deus e o bem das almas. Foi isso que o Salvador desejou durante toda a sua vida com ardente desejo. Essa é a sua hora. Essa é, portanto, também a hora de Sua Mãe. Foi isso que vós aceitastes, minha boa Mãe, ao dizer o fiat ao Arcanjo Gabriel no momento da Encarnação. A união de corações é aqui completa entre o Divino Filho e sua Mãe Imaculada. Maria Santíssima, eu vos peço a graça de unir meu coração ao Sacratíssimo Coração de Vosso Filho e ao vosso Imaculado Coração. Desejar somente o que vós desejais. Não desejar o que vós não desejais. O resto é supérfluo.


 

5ª Estação

Simão Cireneu ajuda Jesus a levar a Cruz

Eis, minha boa Mãe, que parece que vosso Divino Filho não conseguirá chegar ao calvário. As forças esgotadas, os membros dilacerados, a alma triste até a morte. Os soldados, então, obrigam Simão de Cirene a ajudar vosso Filho no carregamento da Cruz. Não o fazem por compaixão, mas por crueldade. Não podem deixar que a humilhação da Cruz seja impedida pela morte prematura de Jesus. Todavia, se tem alguém que ajuda a carregar realmente a Cruz de Nosso Senhor, sois Vós, minha boa Mãe. Não o ajuda fisicamente, é evidente, mas o ajuda pela sua conformidade com Ele. Ajudar Nosso Senhor a carregar a Cruz é associar-se à obra da redenção, é ter em nós as mesmas disposições de Cristo Jesus. Vós sois a corredentora, vós vos unistes ao vosso Filho para a nossa salvação. É primeiro por Deus que vós fazeis isso, mas é também por amor a nós, pobres pecadores. Durante toda a vossa vida, Maria, e ainda mais na paixão de vosso Filho, podemos considerar e admirar a vossa caridade para conosco, unindo-vos a vosso Filho, vivendo a vida dEle. Dai-me a graça, Maria, minha Mãe, de me unir à paixão de Cristo, de completar em mim os sofrimentos de Cristo e poder, assim, ajudar o meu próximo, para que ele possa se voltar para Deus, amando-O inteiramente. Dai-me, minha boa Mãe, a graça de me unir aos sofrimentos de Cristo com as minhas cruzes para a salvação das almas.



 

6ª Estação

Santa Verônica enxuga o rosto de Jesus

Eis que, no meio do caminho da Cruz, Nosso Senhor está com o rosto coberto de hematomas, feridas… Os olhos fechados e inundados de sangue, como se estivesse cego, cego de amor pelos homens, cego de amor por nós, que recusamos reconhecer o seu amor. De fato, a olhos humanos, é loucura que Deus nos ame tanto ao ponto de morrer por nós na Cruz. Sim, a sabedoria de Deus parece loucura ao nosso entendimento humano limitado e tacanho. Diante da covardia de tantos discípulos, diante da covardia dos apóstolos, diante da covardia de Pilatos, diante da falta de convicção do povo, eis que aparece uma santa mulher. Quem tinha antes ouvido falar dessa mulher, Verônica? Mas a sua coragem, a sua intrepidez, a sua fortaleza e a sua humildade a fazem entrar para a História. São os desconhecidos que fazem a História, mais do que os grandes personagens. São os desconhecidos, somos nós que fazemos a História e a fazemos a partir do nosso amor a Deus ou de nossos pecados. É esse o cerne da História, nosso amor a Deus ou a falta desse mesmo amor a Deus. Santa Verônica, sem respeito humano algum, diante dos mais cruéis soldados, diante dos mais temíveis chefes dos sacerdotes e dos fariseus, teme somente deixar de fazer algo pelo Salvador. Ela teme não fazer algo por Deus. Ela teme deixar de fazer algo simples, mas que pode fazer… Não teme nada, a não ser a falta de generosidade no serviço a Deus. Com grande simplicidade, vai enxugar o rosto já deformado do mais belo dos filhos dos homens. A imagem do Verbo, a imagem de Deus, fica gravada nesse tecido. A mesma imagem que estava gravada na alma de Santa Verônica e ainda mais perfeitamente gravada na vossa alma, Maria. E a alma da Mãe reconhece o serviço prestado ao Filho. Quantas graças Nossa Senhora não alcançou para Santa Verônica em virtude desse serviço simples, humilde, mas corajoso prestado por ela a Nosso Senhor Alcançai-me, Maria Santíssima, essa simplicidade no serviço a Jesus, junto com a humildade e a coragem, das quais preciso tanto diante das minhas fraquezas, do meu orgulho e da minha falta de simplicidade. Servir a Nosso Senhor em simplicidade, minha boa Mãe, é o que desejo e vos peço: simplicidade no serviço a Deus.


 

7ª Estação

Jesus cai pela 2ª vez

É por milagre que Nosso Senhor se mantém vivo depois de tanto suplício no corpo e na alma. E Ele cai pela segunda vez. São inúmeras as suas chagas. Talvez chegue a formar quase uma só ferida. Mas uma das chagas que mais O fazem sofrer é a chaga do ombro direito. Assim Nosso Senhor fala a São Bernardo: “Eu tinha uma chaga profundíssima no ombro sobre o qual carreguei minha pesada Cruz. Os homens não fazem dela menção porque não a conhecem.” Assim como não damos valor a essa chaga de Nosso Senhor, que O fez sofrer muito, não damos valor aos nossos pecados veniais, a essas faltas leves que vamos mantendo na nossa vida, sem tentar vencê-las. Achamos que são pouca coisa, que não fazem muito mal, que são quase indiferentes, às vezes até engraçadas ou curiosas. Também essas faltas menores levaram Cristo à Cruz. Também essas faltas menores O fizeram sofrer muito, pois são o caminho para que caiamos nas faltas mais graves. Vós, Maria Santíssima, amando tanto a Deus, sabeis reconhecer como essas faltas veniais voluntárias são causa, com o tempo, de pecados mais graves e da perdição de tantas almas. Vós sabeis como essas faltas aparentemente sem maior relevância tanto fizeram sofrer vosso amado Filho. Por isso, minha boa Mãe, vos peço a graça de não negligenciar os pecados veniais, de não me acomodar nEles. Peço-vos a graça de não me contentar com a mediocridade e a tibieza.


 

8ª Estação

Jesus consola as filhas de Jerusalém

Eis que, no caminho para o Monte Calvário, se encontram também algumas mulheres que choram ao ver o tamanho sofrimento de Nosso Senhor. É curioso como, de fato, no caminho da cruz, no caminho da santidade, muitas vezes se encontram mais mulheres do que homens, a tal ponto que se chamam o sexo devoto. Ao vosso lado, minha boa mãe, estavam as outras santas mulheres, Maria Madalena, Maria de Cléofas, estavam presentes também Santa Verônica e estas santas mulheres chorosas. Onde estão os homens? Onde está o sexo viril para unir-se a Nosso Senhor? Onde estão os homens para virilmente enfrentar seus pecados, para enfrentar o demônio, o mundo e a carne? Onde estão os homens para ajudar voluntariamente Nosso Senhor a carregar a Cruz? Onde estão os homens para mudar suas famílias e a sociedade com fidelidade plena à doutrina da Igreja? Grande tragédia, sobretudo em nossa época, a ausência de maior número de homens que levem realmente a sério a religião verdadeira. Por outro lado, vemos como as mulheres e mesmo muitos homens se entregam a uma devoção sensível, como essas mulheres que choravam, bem dispostas, mas sem realmente compreender muito o que acontecia, sem reconhecer o que causa o sofrimento de Cristo. Sem reconhecer que devem chorar pelos próprios pecados e pelos pecados dos outros, pois são eles a causa dos sofrimentos de Cristo. Precisamos de homens e de mulheres católicos, com urgência, que estejam dispostos a tudo pela obra de Deus, até o sacrifício da própria vida. Basta de devoção meramente sensível e superficial. Precisamos de uma devoção viril, sólida, fundada na doutrina de sempre da Igreja e na sua liturgia tradicional. Precisamos de uma devoção firme e determinada como era a vossa, minha boa Mãe. De pé diante de todos os males. De pé, respondendo ao chamado do amor de Deus. Dai-me, Maria, a graça de ser verdadeiro católico, não só nos princípios, mas em todas as minhas ações, com a firmeza própria de uma alma católica, semelhante à vossa firmeza nesse caminho da Cruz.

 


 

9ª estação

Jesus cai pela 3ª vez

Ó minha boa mãe, vosso Divino Filho cai pela terceira vez. Quer Ele com essa reiterada queda física nos mostrar que podemos nos reerguer de nossas quedas morais se nos apoiarmos na graça divina, se tivermos humildade e serenidade. Vosso Filho, Maria, tem paciência conosco, desde que procuremos fazer a nossa parte, também com a ajuda dEle. Ele tem misericórdia, reconhecendo que avançamos, muitas vezes, pouco a pouco. Vosso Divino Filho quer nos tirar de nossas misérias. A grande prova disso, Maria, é que Ele vos colocou como nossa Mãe. Que prova maior de misericórdia poderia Nosso Senhor nos dar do que nos dar a sua própria Mãe, a quem Ele nada, absolutamente nada, pode recusar? Devo reconhecer-vos por minha Mãe, Maria Santíssima, se quero alcançar misericórdia. Que eu possa ter firmíssima confiança naquilo que diz a tradicional oração: nunca se ouviu dizer que alguém que tenha recorrido a vós tenha sido por vós desamparado. Vós, minha boa Mãe, sois a onipotência suplicante. Dai-me a graça, Maria, eu vos peço, de ter verdadeira devoção para convosco, que eu possa vos imitar para melhor imitar Nosso Senhor. Que eu possa mais vos amar para mais amar meu Salvador.


 

10ª estação

Jesus é despido de suas vestes

Ó Maria Santíssima, vosso Divino Filho chegou ao local do seu sacrifício, o Monte Calvário. Tiram-lhe a túnica inconsútil, sem costura, que vós havíeis feito para Ele. Como é preciosa, jogam a sorte para não rasgá-la. Olhai, Maria, para as nossas almas, que são como trapos em frangalhos, muitas vezes em razão dos pecados de sensualidade. Quanto fazemos de nossa alma um retalho, dividindo-a entre Jesus e o mundo. Quantas vezes fazemos de nossa alma um pano de chão, sobretudo pelos pecados contra a pureza, contra a castidade. Quantos olhares e pensamentos indevidos consentidos, quantas coisas grosseiras faladas ou ouvidas com gosto… Quantas torpezas e baixezas… Quanto mau uso de meios eletrônicos e de diversões… Quantos pais picotam a alma dos filhos ainda despreparados, entregando-os ingenuamente a esses meios eletrônicos ou sob o aparente bom pretexto de que de que não se pode viver numa bolha. Quanta lama nesses pecados que terminam levando as almas à perda da fé… Uma grande estratégia da serpente é precisamente levar a massa do povo aos pecados impuros, pois assim mais facilmente se destrói a fé e se chega mesmo ao ódio a Deus. Sois Vós, minha boa Mãe, que esmagais a cabeça da serpente. Sois Vós a nossa Mãe Castíssima e Puríssima. Livrai-nos das ocasiões de pecado, mantende a nossa inteligência e nossa vontade voltadas sempre para as coisas do alto. Dai-nos a graça de manter a virtude angélica, de preservar nossas famílias e jovens desse mal que tanto e tão facilmente escraviza as almas. Que eu possa ter os olhos de minha alma elevados, olhando para a Cruz, que está elevada entre o céu e a terra, e não na lama. Dai-nos uma vida pura, ó Mãe Imaculada.


 

11ª Estação

Jesus é pregado na Cruz

Chega o momento, minha boa Mãe, em que Vosso Divino Filho é pregado na Cruz. Os três cravos atravessam suas mãos e pés. Ele é erguido entre o céu e a terra. Vós estais ao pé da Cruz. A maior dor que uma mera criatura pode sentir penetra profundamente a vossa alma. Vós sabeis exatamente o que está acontecendo, o porquê de estar acontecendo. Vós sabeis quem causa tudo isso: de um lado nossos pecados, de outro o amor infinito de vosso divino Filho por nós e pelo Pai. Vós sabeis quem padece tudo isso: vosso amado filho, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mediador entre Deus e os homens. Vós vedes tudo com a sabedoria que Deus infundiu em vossa alma. Vós sabeis que Nosso Senhor parece tudo perder para tudo ganhar. Vós sabeis que esse é o preço para que nossos corações de pedra possam ser movidos ao amor de Deus. Vós sabeis que somos pobres miseráveis, lentos para compreender as coisas e lentos para colocá-las em prática quando as entendemos. Dai-me, Maria Santíssima, a graça de compreender o que realmente ocorre nessa sexta-feira por volta das três horas da tarde. É a segunda pessoa da Santíssima Trindade, encarnada no vosso ventre, que veio para nos ensinar a verdade e para morrer na cruz pelos nossos pecados, a fim de me dar a vida divina, a fim de que eu possa ir ao paraíso, onde poderei ver Deus face a face por toda a eternidade. Será que realmente já compreendi isso? Se compreendi, ajudai-me, Maria, a mover a minha vontade a amar um Deus tão bom, infinitamente bom. Que eu não seja lento para compreender nem seja lento para conformar a minha vida inteira com essa verdade. Que eu não seja lento, Maria Santíssima, para ser crucificado com Cristo, para viver somente por Ele, com Ele e nEle.



 

12ª Estação

Jesus morre na Cruz

Minha boa Mãe, ao pé da Cruz, com a espada da dor cravada na vossa alma, mas sempre imensamente serena, vós ouvis vosso amado Filho dizendo que tudo está consumado e exclamando o trecho do salmo que diz: Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes? Nosso Senhor, abandonado por Deus? Sim, mas somente no sentido de que não tinha Ele nenhuma consolação sensível, como vós, minha Senhora, não tínheis tampouco consolação sensível alguma. Mas, nesse momento de extrema dor, a maior alegria de Nosso Senhor e vossa: não uma alegria sensível das emoções, mas a alegria de saber que a obra da salvação está consumada. A alegria de saber que agora os homens têm todas as graças mais do que abundantes para a salvação. A alegria de saber que a vontade divina se cumpriu perfeitamente. A alegria de saber que a graça venceu o pecado, a vida venceu a morte. A alegria de saber que, com esse ato, a cabeça da serpente foi esmagada por vós, minha Mãe, por meio de vosso Divino Filho crucificado. Que alegria, em meio a essa tristeza, deve também encher a nossa alma católica apostólica romana. Que alegria por saber que da Cruz de Cristo vêm a Igreja, os sacramentos, o exemplo dos santos, a doutrina exata do Salvador. Que alegria em poder vos ter por Mãe, Maria Santíssima. Uma alegria profunda deve invadir a nossa alma à vista de Nosso Senhor crucificado. Alegria que deve nos afastar do pecado inteiramente e nos pregar com Cristo na Cruz, crucificado para o pecado. Ó, minha boa Mãe, não permitais que eu seja ingrato e infiel a tão grande graça. Não permitais que eu despreze a torrente de graças que vem do Coração de vosso Divino Filho. Dai-me aproveitar da abundância do amor de Deus. Dai-me encontrar, ao pé da Cruz de Cristo e na minha própria cruz, a minha verdadeira alegria.


 

13ª Estação

Jesus é descido da Cruz e depositado nos braços de sua Mãe Santíssima

Minha boa Mãe, vós recebeis o corpo sacratíssimo de vosso dileto Filho em vossos braços. Após a morte de Vosso Filho e já como efeito dela, José de Arimatéia toma coragem para pedir o corpo do Senhor a Pilatos, que o concede. Também Nicodemos aparece já fortalecido pelos méritos da Cruz de Cristo com os bálsamos para o corpo do Salvador. É um mar de tristeza que invade a vossa alma, Maria Santíssima. O mais belo dos filhos dos homens, que é vosso Filho, está morto, desfigurado, mais parece um verme, como diz a Sagrada Escritura. Todavia, aí está também a Vossa glória, minha Mãe. Se São Paulo diz que se gloria apenas na Cruz de Cristo, quanto mais vós, que estais perfeitamente unida ao Crucificado. E na vossa alma está plenamente presente também a certeza da ressurreição de vosso Filho, assim como Ele prometeu. Todavia, minha boa Mãe, vendo a vossa dor sem medida, e que vai aumentando até o momento da sepultura, tomo a disposição de vos consolar em vossa dor. E como consolá-la, senão pelas boas obras, senão pelo amor sincero a vós e ao vosso Divino Filho? Quero, pela minha devoção sincera a vós, reparar pelos ultrajes que vós recebeis dos infiéis, dos hereges e, infelizmente, mesmo dos católicos. Reparar também pelos agravos que eu mesmo vos fiz pelos meus pecados. Dai-me a graça, Maria Santíssima, de vos consolar em vossas dores com a minha vida, que desejo seja a imitação da vida de Cristo e da vossa vida. Que eu não agrave mais o vosso Coração Imaculado com pecados, com mais infidelidades. Ao contrário, que eu possa vos agradar em tudo, que eu possa vos consolar com uma boa vida católica, que eu possa ser vosso bom filho em tudo, Maria, minha boa mãe.


 

14ª Estação

Jesus é colocado no sepulcro

Minha boa mãe, eis que o corpo de vosso amado Filho é levado ao sepulcro. Não há mais dúvida possível: Nosso Senhor está morto. Diante da sepultura de vosso Filho, Maria Santíssima, é chegado o momento de pensar na minha própria morte e de preparar-me para ela. É momento de tomar a decisão firme de me converter a Nosso Senhor Jesus Cristo. É chegado o momento, minha boa Mãe, de considerar se realmente tenho me preocupado com o único necessário, que é a glória de Deus e a salvação de minha alma. É chegado o momento de considerar se tenho empregado os meios necessários para perseverar na graça. Tenho eu rezado? Tenho eu procurado fazer a meditação católica, sem a qual não avançamos seriamente no amor a Deus? Tenho procurado rezar meu Terço do Santo Rosário e fazer minha leitura espiritual? Tenho procurado cumprir meus deveres de estado? Tenho agradecido a Nosso Senhor na prosperidade e na adversidade? Tenho frequentado sincera e devotamente os sacramentos da penitência e da comunhão? Tenho procurado assistir à Missa com tanta frequência quanto me é possível conforme meus deveres de estado? Tenho, por outro lado, deixado de seguir os falsos mestres e falsos profetas, que os homens se fabricam para si mesmos, tão alheios à doutrina de Cristo, verdadeiros lobos em pele de cordeiro? Ou, ao contrário, me iludo ainda com qualquer sopro de doutrina ou com uma aparência superficial e enganadora de catolicismo de tantos pensadores atuais? Tenho deixado as ocasiões de pecado? Tenho fugido da ociosidade? Das más companhias? Dos maus ambientes e diversões? Tenho procurado fazer tudo por amor a Deus? Ó Maria, minha boa Mãe, o quanto tenho eu realmente cuidado de minha alma? Dai-me, minha boa Mãe, a graça de empregar os meios de santificação e de evitar o pecado. Dai-me constância, pois sou fraco e volúvel. Dai-me, Maria Santíssima, a graça da perfeita conformidade com a vontade de Deus. Ouso vos pedir mesmo a graça da uniformidade com a vontade dEle. Dai-me, minha boa Mãe, a graça de viver bem, para que eu possa morrer bem. Morremos como vivemos. É um milagre maior do que a ressurreição de um morto que alguém se converta no final da vida. Dai-me, Maria, dai-me, minha Mãe, a graça de viver como bom católico, para morrer como bom católico. Nunca se ouviu dizer que alguém que tenha recorrido a vós fosse por vós desamparado. Eu confio em vós, Mãe de Deus e minha Mãe

 



 

 

[Aviso] Bazar, Conferências…

1. Haverá bazar da Capela no próximo domingo, 07/04, após a Missa das 10:00. Quem tiver roupas para doar (sempre dentro das regras da modéstia) pode fazer isso ao longo da semana, deixando aqui na Capela. Se forem duas três peças, já é uma ajuda.
2. Quinta-feira, Terço das mulheres casadas.
3. Na sexta-feira, 05/04, (1ª do mês), haverá conferência sobre as Sete Palavras de Cristo ou Vida dos Santos após a Missa das 19:30.
4. No dia 12/04, sexta-feira, Comemoração de Nossa Senhora das Dores, apresentação preliminar da Escola São Francisco de Sales após a Missa das 19:30.
Deus abençoe.

[Aviso] Corrigido: Avisos importantes

Salve Maria!

Seguem avisos muito importantes sobre as atividades na Capela Nossa Senhora das Dores nos próximos dias:

1. No próximo domingo, dia 17/03, não haverá Missa às 8h00.

2. Não haverá Catequese de crianças para a primeira comunhão nesse sábado, 16/03. Mas haverá Catequese de Crisma de crianças normalmente.

3. Haverá Catecismo de Adultos para os inscritos nesse próximo sábado normalmente.

4. Formação das Jovens Mulheres transferida para o sábado, 23/03, no horário habitual.

5. O Curso Virtudes: Ornamento da Alma será retomado apenas no dia 25/03, segunda-feira. Não haverá, portanto, aula no dia 18/03.