[Aviso] Peregrinação a Aparecida

Salve Maria!

Transmitimos algumas informações da Peregrinação a Aparecida.

  1. A Peregrinação Nacional do Instituto Bom Pastor ocorrerá no dia 29/07/2017.
  2. Aqueles que desejam se juntar à Peregrinação reconhecem o seu caráter católico e se portam em conformidade com isso e com a especificidade do Instituto.
  3. Quaisquer estandartes, bandeira e símbolos do tipo devem ser previamente aprovados pela organização.
  4. Recomenda-se que se participe dos diversos atos da Peregrinação pela oração e devoção, procurando evitar fotos e filmes. Haverá fotógrafos designados para isso.
  5. Também na caminhada deve-se preservar a decência e modéstia. Veja aqui.
  6. A caminhada antes da Missa Pontifical sairá do Posto Arco-Íris em Roseira às 5h45. Há a possibilidade também de juntar-se à caminhada na pausa.
  7. A caminhada será de 12km aproximadamente.
  8. A parada para o descanso será em torno de 8h00. Deve durar 15 minutos. Ela será no Posto Arco-Íris de Aparecida (entre Roseira e Aparecida). Aqueles que quiserem podem se juntar aqui à caminhada.
  9. Chegada prevista na Basílica Antiga entre 10h00 e 10h30.
  10. A caminhada é facultativa.
  11. Haverá carros de apoio aos peregrinos para qualquer eventualidade
  12. A Missa Pontifical Solene celebrada por Dom Fernando Guimarães, Arcebispo Castranse do Brasil, ápice da Peregrinação, tem início às 11h00, pontualmente.
  13. Às 15:15, reunião no local que dá acesso à imagem (na lateral externa da Basílica Nova).

[Vídeo] Missa Pontifical no Trono – Cardeal Raymond Burke

 

Missa Pontifical Solene no Trono – Cardeal Raymond Burke
Instituto Bom Pastor (IBP) – Capela Nossa Senhora das Dores, Brasília
17/06/2017 – Festa de São Gregório Barbarigo

O céu na terra. A beleza e o esplendor do Rito Romano Tradicional, baseado no dogma e espiritualidade católicos. É verdadeiramente a coisa mais bela deste lado de cá do céu. Uma grande graça a Missa celebrada pelo Cardeal Raymond Leo Burke.

Presbítero Assistente: Padre Renato Coelho, IBP
Diácono: Padre Thiago Bonifácio, IBP
Subdiácono: Padre José Zucchi, IBP
Mestre de Cerimônias: Padre Daniel Pinheiro, IBP

Observação: houve um problema com a câmera no exato momento da consagração da Hóstia.

[Sermão] Virgem do Carmo: Porta do Céu, Ianua Caeli

Sermão para o 6º Domingo depois de Pentecostes/Nossa Senhora do Carmo

16.07.2017 – Pe. Daniel Pinheiro, IBP

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Caros católicos, querendo a providência que coincida nesse ano o dia 16 de julho, Festa de Nossa Senhora do Carmo, com o domingo, não podemos deixar passar a oportunidade de dizer algumas palavras a propósito de Nossa Senhora e de Nossa Senhora do Carmo.

Nas Ladainhas de Nossa Senhora, nós temos diversas invocações que exprimem a dignidade ou a função de Maria Santíssima, na sua relação com Deus, com os anjos e com os homens. Uma dessas invocações é a invocação de Ianua Coeli, Porta do Céu. Nessa invocação, podemos considerar Nossa Senhora como medianeira entre Deus e os homens. Ao dizer que Nossa Senhora é porta do céu, muita coisa é dita em duas palavras. Nossa Senhora é porta do céu nos dois sentidos: para que Deus venha até os homens e para que os homens possam ir até Deus.

Foi por Nossa Senhora que o próprio Deus, que a segunda pessoa da Santíssima Trindade veio ao mundo. Claro, o Verbo poderia ter se encarnado e vindo ao mundo de outro modo, mas Ele quis fazê-lo por Maria. Ele quis passar por Nossa Senhora. Quis nascer de uma mulher, de uma virgem. E essa mulher virgem é Maria, preparada desde o primeiro instante de sua concepção ao ser preservada do pecado original e ao ser concebida em uma graça imensa (maior que a graça consumada de todos os anjos e santos no céu). Foi preparada até o momento da anunciação do anjo Gabriel, avançando no amor a Deus em passos largos a cada ato seu, ato que sempre fazia com uma caridade mais perfeita.

Nosso Senhor poderia ter vindo ao mundo de outro modo. Todavia, quis nascer de uma mulher. Quis nascer de uma mulher para que a participação de Eva, uma mulher, no pecado original fosse mais claramente e com maior justiça reparada. Para que não restasse dúvida que não só o homem foi redimido por Cristo, mas também a mulher. Assim como uma mulher cooperou com a entrada da morte e do pecado, assim uma mulher cooperou de modo ainda mais enfático na redenção. Que sabedoria a divina. É com o cristianismo que a mulher encontrará a sua verdadeira dignidade. É o cristianismo que coloca a mulher no seu lugar com a sua devida dignidade. É com o cristianismo que as mulheres passam a ser conhecidas pelas suas virtudes, pela sua honra, pelas qualidades de sua alma. No paganismo antigo e no paganismo atual, as mulheres são mais conhecidas pelos seus vícios, infelizmente. Nosso Senhor quis, então, nascer de uma mulher. E quis nascer de uma mulher virgem, cumprindo a profecia feita por Isaías. Virgem para deixar muito clara e fora de qualquer dúvida a sua origem divina, a sua filiação divina. Nosso Senhor, Deus e homem verdadeiro, vem ao mundo por Maria. O fiat de Maria na anunciação do anjo é a porta pela qual Deus vem habitar entre os homens. Maria é a porta pela qual veio Cristo, o autor de todas as graças. Maria é a porta pela qual passam todas as graças. Ela é a medianeira de todas as graças. Porque Deus assim quis e porque assim está muito bem feito. Maria é o aqueduto, como a chama São Bernardo de Claraval. Ela é o canal por onde passam todas as graças. A fonte das graças é Cristo. O aqueduto que conduz as águas da graça é Maria. Maria é também o pescoço. Cristo, a cabeça. Nós, os membros do Corpo Místico. As graças da cabeça, que é Cristo, passam para os membros, que somos nós, pelo pescoço, que é Maria. Maria é a Rainha, Mãe do Rei, que não quer nada a não ser a vontade de seu Filho. Ela é a porta do céu. E Maria é uma larga porta do céu, sendo mui generosa medianeira das graças divinas, mui generosa tesoureira e distribuidora das graças divinas. Ianua Coeli.

Mas Nossa Senhora é porta do céu também no sentido contrário. Ela é porta do céu também no sentido ascendente. Como diz tão bem São Luís Maria Grignon de Montfort, no Tratado da Verdadeira Devoção a Maria, Cristo quis vir à terra por Maria; Ele quer que cheguemos ao céu também por Maria. Maria é a porta que nos conduz a Cristo, que nos conduz ao céu, pois é por ela que recebemos as graças para irmos ao céu, é por ela que podemos dirigir mais eficazmente nossas súplicas a Deus. É como filhos de Maria que seremos realmente discípulos de Cristo. É pela devoção a Maria que formamos mais rápida e facilmente Cristo em nossa alma. A porta da salvação é estreita como diz Nosso Senhor (Mt. 7, 13): “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram.” Maria alarga um pouco a porta, não diminuindo as exigências da vida cristã, mas nos ajudando a nos conformar a Cristo. Estreita é a porta da salvação porque a verdade é uma só e os erros múltiplos. Estreita porque é mais árduo praticar a virtude do que os inúmeros vícios. Mas Maria Santíssima nos ajuda a perseverar na fé, como ela perseverou até o fim e nos ajuda a praticar as virtudes.

Maria é a porta que leva à outra porta que é Cristo. Como Ele mesmo o diz (jo. 10, 9): “Eu sou a porta, aquele que entrar por mim, se salvará.” A porta que conduz a essa porta é Maria. Maria é porta que leva a Cristo, é a porta que nos dá todos as graças para entrarmos na porta da salvação que é Cristo. E poderíamos continuar falando de Maria ainda muito. De Maria nunquam satis. Nunca se fala o suficiente de Maria, sendo ela a mais perfeita criatura da Santíssima Trindade, sendo ela a Mãe de Deus e Porta do céu.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo traduz muito bem essa verdade de Maria como porta do céu. O Escapulário de tecido significa o hábito, a veste de Nossa Senhora. Vestir o hábito de Nossa Senhora significa procurar imitar as suas virtudes. Vemos isso na Sagrada Escritura. O profeta Elias ao ser arrebato aos céus deixa parte de seu manto com o profeta Eliseu e diz-se, então, que o profeta Eliseu adquiriu as virtudes de Elias. São Paulo diz que devemos nos revestir de Cristo, isto é, que devemos ser imitadores dEle e trazer em nós as mesmas disposições que Ele. Portar o Escapulário deve significar isso: o desejo de imitar as virtudes de Nossa Senhora. O escapulário permite também que nós nos lembremos dos novíssimos, dos nossos últimos fins. O Escapulário nos lembra do inferno, do purgatório, do céu, da nossa morte, do nosso juízo. Devemos meditar frequentemente nos novíssimos, se queremos nos salvar. O Escapulário nos lembra disso.

O Escapulário é um dos mais poderosos sacramentais, ele nos alcança muitas graças, é uma excelente devoção a Maria, justamente porque nos leva a imitá-la. É, muito provavelmente, a devoção mais popular a Maria depois do Santo Terço. Com o escapulário, que Maria nos entregou pela mão de São Simão Stock, a Mãe de Deus nos traz abundantes graças do céu e nos leva ao céu.

São bem conhecidas as duas promessas principais para quem recebe o escapulário com uma reta intenção: a salvação eterna e a liberação da alma do purgatório no sábado seguinte à morte. Para a primeira promessa, a condição é morrer usando o escapulário. Para a segunda promessa, as condições são: usar constantemente o escapulário, guardar a castidade segundo o próprio estado de vida e fazer as orações em honra de Nossa Senhora do Carmo impostas pelo sacerdote. Além disso, nos dois casos, é preciso que a imposição do Escapulário tenha sido feita.

Não se trata, claro, de superstição. Alguém poderia pensar que, tendo recebido o escapulário, pode viver mal a vida inteira, pois tem certeza de sua salvação. Ora, nada garante que a pessoa morra com o escapulário. Na sua impiedade, certamente acabará se desfazendo dele. A história guarda o registro de uma pessoa que queria matar-se e não conseguia. Percebeu que era por causa do escapulário. Arrancou o escapulário e cometeu o pecado gravíssimo do suicídio. Nada garante que morreremos usando o escapulário, se vivemos como ímpios. Além disso, como usar algo que tem a finalidade de honrar Nossa Senhora para mais ofendê-la pela obstinação no pecado? Seria absurdo. O escapulário deve ser usado com reta intenção.

Quantos relatos de conversão em razão do escapulário, nas mais diversas circunstâncias. O Papa Pio XII dizia do escapulário: “Não se trata de algo de pouca importância, mas de adquirir a vida eterna em virtude desta promessa da Bem-aventurada Virgem que a tradição relata; trata-se, pois, de um assunto que é o mais importante de todos e de conduzi-lo seguramente ao seu termo. O Escapulário como veste da Virgem é o sinal e o penhor da proteção da Mãe de Deus”. Esse mesmo Papa dizia também: “Quantas almas, em circunstâncias humanamente desesperadas, devem sua suprema conversão e sua salvação eterna ao Escapulário do qual estavam revestidos! Quantas também, nos perigos do corpo e da alma, sentiram, graças a ele, a proteção maternal de Maria!”.

É uma devoção excelente para honrar Maria, nos leva a imitar suas virtudes, nos promete a salvação eterna. Uma devoção tão simples. Carregar um pedaço de tecido pendurado no pescoço e que podemos portar com toda a discrição dentro dos trajes, o que alguns não querem fazer por questão de estética, porque o escapulário não combina com a roupa… O traje de Nossa Senhora deve combinar com toda a nossa vida em todos os seus aspectos.

Com o escapulário, Nossa Senhora alarga a porta do céu, como falamos antes. Que bondade a de Nossa Senhora ao nos dar a sua veste, ao nos dar ajuda tão preciosa, tão eficaz e tão simples ao mesmo tempo! Honra a Maria Santíssima, Mãe de Deus e Porta do Céu.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

[Aviso] Jornada de Formação para Jovens

Prezados, Salve Maria!

Transmitimos a informação da Secretaria da Capela Nossa Senhora das Dores sobre a Jornada de Formação para Jovens:

Dada a quantidade de inscritos e algumas questões de ordem prática, teremos que mudar o sistema da jornada de formação dos jovens.

Separemos os homens das mulheres e separaremos o turno da formação. Não haverá mais necessidade de pagar a contribuição, pois não haverá mais almoço. Assim, mesmo quem não se inscreveu pode vir. Apesar da modificação, o conteúdo continua o mesmo. Esperamos que todos possam perseverar no propósito de vir à Jornada de Formação.

Ficaremos assim:

Jovens Homens: das 8h30 (Missa) às 12h30.

Jovens Mulheres: das 14h00 às 18h00 (incluindo Missa ao final).

Taxa: Não há, pois não terá almoço no local.

[Sermão] O bom católico é um fariseu?

Sermão para o 5º Domingo depois de Pentecostes

09.07.2017 – Padre Daniel Pinheiro, IBP

 

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Caros católicos, Nosso Senhor Jesus Cristo, no Evangelho de hoje, que é um trecho do sermão da montanha, faz um ataque frontal aos escribas e fariseus: “Se a vossa justiça não for além da justiça dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus.” A Epístola e o Evangelho nos falam da caridade para com o próximo. Parece haver aqui uma contradição de Nosso Senhor com a sua própria doutrina de caridade fraterna. Como pode o Senhor atacar tão gravemente os fariseus e falar da caridade? Ora, claro que essa contradição é meramente aparente. O Senhor, ao falar essas palavras severas com os escribas e fariseus, age com caridade, primeiramente, com os próprios fariseus. Nosso Senhor diz para eles que é preciso que se convertam verdadeiramente para que alcancem o reino dos céus, para que se salvem. Nosso Senhor aponta o erro grave, para que possam se corrigir, se arrepender e alcançar a salvação. Grande caridade é corrigir, no momento devido e do modo devido, os que estão no erro. Nosso Senhor o faz perfeitamente. Então, Cristo, ao dizer essas palavras, age com caridade para com os próprios fariseus.

Todavia, o Salvador age com caridade também para com todo o povo. O povo ouvia atentamente os fariseus e os escribas e tendia a imitá-los. Eram os mestres do povo. Ao denunciar o erro dos escribas e fariseus, Nosso Senhor mostra para o povo o que não se deve fazer, denunciando os falsos mestres, denunciando o lobo em pele de cordeiro. É uma grande caridade mostrar ao povo que está seguindo cegos, cegos que os levarão diretamente ao precipício. Ao denunciar o erro dos fariseus e escribas, Nosso Senhor age com enorme caridade, visando à salvação dos homens. Ao denunciar assim o erro grave dos fariseus, o Senhor cumpre ao menos três obras de misericórdia: corrige os que erram, ensina os ignorantes e dá bom conselho. E, claro, faz tudo isso bem. Não basta corrigir, ensinar ou dar bom conselho. É preciso fazê-lo bem.

Lembremo-nos rapidamente da doutrina dos fariseus. Muitos acham que fariseu é aquele que cumpre com exatidão as leis de Deus. Ora, o que faz isso não é um fariseu. O que cumpre com exatidão as leis de Deus chama-se santo. Nossa Senhora o fez. Santa Isabel, Rainha de Portugal, comemorada ontem (08/07), o fez. São Pio X o fez. São João Bosco o fez, por exemplo. Hoje, quando a pessoa vai à Missa todos os domingos, quando procura confessar-se com frequência, quando defende a única religião verdadeira ou quando evita as ocasiões de pecado, já é logo chamado de fariseu. Ora, aquele que afirma que apenas a religião católica salva, não é fariseu, mas apenas acredita naquilo que Nosso Senhor nos ensinou e que é a verdade. Aquele que evita as ocasiões de pecado, como os banhos públicos (tais como frequentados), praia ou piscina, por exemplo, não é um fariseu, mas apenas foge de ocasião próxima de pecado. O fariseu não é aquele que procura cumprir com generosidade e exatidão a lei de Deus. O fariseu faz precisamente o contrário. Ele não cumpre a lei de Deus e não deixa os outros praticarem-na, embora tenham certa aparência exterior de virtude. “Ai de vós, diz Nosso Senhor, escribas e fariseus hipócritas, que fechais o reino dos céus aos homens, pois nem vós entrais, nem deixais que entrem os que estão para entrar.” Os fariseus inventavam tradições humanas para se livrarem da lei de Deus. Assim, criaram uma consagração dos bens a Deus (Mc 7, 11) que os impedia de dar esses bens aos pais necessitados, enquanto podiam continuar usando esses mesmos bens. Escapavam assim do quarto mandamento, que manda ajudar os pais também em suas necessidades materiais. Criavam muitas vezes preceitos meramente humanos e pesados que impunham aos outros sem que eles mesmos cumprissem essas coisas (Mt 23, 4). Os fariseus também violavam a lei de Deus porque praticavam uma religião puramente exterior, em que a pureza exterior substituía a santidade interior. Eram hipócritas, bonitos por fora como um túmulo pintado de branco, mas no interior cheio de podridão. “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, diz Cristo, que sois semelhantes aos sepulcros branqueados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a sorte de podridão! Assim também vós por fora pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniquidade.” Os fariseus cumpriam os preceitos menores e mais externos (o que é bom e necessário) e negligenciavam os mais importantes. Assim, eles pagavam o dízimo de todas as ervas (o que era bom e louvável), mas negligenciavam a justiça e a misericórdia (Mt 23, 23).  “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã e do endro e do cominho, e desprezais os pontos mais graves da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade! São estas coisas que era preciso praticar, sem omitir as outras. Condutores cegos, que filtrais um mosquito e engolis um camelo!” O fariseu é aquele que fazia também as suas boas obras para ser visto e elogiado pelos outros, ostentando. Oravam de modo a ser visto e reparado por todos, com singularidades, excentricidades ou em lugares mais visíveis. Assim diz Nosso Senhor (Mt. 23, 5) que os fariseus fazem todas as suas obras para serem vistos pelos homens, e trazem mais largas as filactérias, e mais compridas as franjas dos vestidos. Assim, quando jejuavam, apareciam tristes para que todos vissem que estavam jejuando (Mt 6, 16). Os fariseus e escribas faziam algumas boas obras também para atrair os outros para sua doutrina ou para conseguir bens materiais. Nosso Senhor diz que prolongavam suas orações nas casas das viúvas para devorar os bens delas (Mt. 23, 14), semelhante ao que fazem certos grupos sob pretexto de favorecer a devoção a Nossa Senhora de Fátima.

Tantos erros dos fariseus. Inventavam leis humanas contrárias à lei de Deus. Sabemos que nenhuma lei humana pode ser contrária à lei de Deus. Faziam as pequenas coisas e deixavam as mais importantes. Sabemos que é preciso ser fiel nas pequenas e nas grandes, é preciso fazer as pequenas sem deixar as grandes e vice-versa. Faziam as boas obras para serem vistos pelos outros, em primeiro lugar. Sabemos que devemos fazer o bem para agradar a Deus e não para sermos vistos pelos outros. E sabemos que se algumas de nossas boas obras são vistas pelos outros, devemos esperar que elas sirvam para a edificação do próximo e não nos orgulharmos. E, naturalmente, muitas boas obras que fazemos serão vistas pelos outros, mas devemos fazer por Deus. Eram hipócritas, querendo aparentar santidade. Não devemos, porém, confundir hipocrisia com fraqueza. A hipocrisia é voluntariamente fazer uma coisa ruim, mas querendo aparentar o bem para ser elogiado e reconhecido pelos outros. Não é hipócrita aquele que se esforça para fazer o bem, mas ainda cai algumas vezes, por algum descuido ou fraqueza. Muitas vezes aqueles que procuram ser bons católicos são chamados de hipócritas quando têm alguma queda. Ora, não é hipocrisia, mas fraqueza, que procura combater e vencer seriamente.

Não devemos, porém, caros católicos, cair em erro oposto, dizendo que a santidade deve ser meramente interior. Não. A santidade é primeiramente e principalmente interior, mas ela se manifesta em atos exteriores. Naturalmente. Somos corpo e alma. Vivemos em sociedade. A santidade tem também o seu aspecto exterior. Nosso Senhor diz que as boas obras, feitas com a intenção de agradar a Deus, ajudam na conversão: assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus (Mt 5, 16). O culto deve ser externo e em sociedade, como fazemos agora na Missa, por exemplo. A boa árvore se conhece pelas verdadeiras boas obras, como diz o Senhor. A santidade interior transborda nas obras externas e no apostolado. A santidade interior que vem pela vida de oração, pela meditação católica em particular, pela prática das virtudes. Essa santidade é a alma do apostolado.

Essa santidade se traduz em particular no amor ao próximo. O amor ao próximo inclui o aspecto material, mas sobretudo o aspecto espiritual. Podemos, por exemplo, enumerar as obras de misericórdia corporais: 1ª, dar de comer a quem tem fome; 2ª, dar de beber a quem tem sede; 3ª, vestir os nus; 4ª, dar pousada aos peregrinos; 5ª, assistir aos enfermos; 6ª, visitar os presos; 7ª, enterrar os mortos. E as obras de misericórdia espirituais: 1ª, dar bom conselho; 2º, ensinar os ignorantes; 3ª, corrigir os que erram; 4ª, consolar os aflitos; 5ª, perdoar as injúrias; 6ª, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7ª, rogar a Deus por vivos e defuntos.

Porém, um meio muito eficaz de ajudar o nosso próximo na sua santificação é oferecer orações e sacrifícios por ele. E nisso, os pastorinhos de Fátima nos dão um exemplo tremendo. Jacinta, Francisco e Lúcia, 7, 9 e 10 anos. Logo na primeira aparição, em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora pergunta: “quereis oferecer-vos a Deus, para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e em ato de súplica pela conversão dos pecadores?” E aquelas crianças respondem sim imediatamente, repetindo o sim da própria Maria Santíssima diante do Arcanjo Gabriel. Ao dizer sim, Nossa Senhora sabia que teria muito que sofrer em união com o seu Divino Filho, para reparar os pecados e converter as almas a Deus. E em 19 de agosto, Nossa Senhora manda aos pastorinhos: “rezai, rezai muito e fazei sacrifício pelos pecadores. Vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.” Façamos sacrifícios, coisas bem simples, começando com as contrariedades do quotidiano, fazendo pequenas renúncias aqui e acolá no nosso dia-a-dia. Lembrando, ao rezarmos, de oferecer em reparação pelos pecados e pela conversão dos pecadores. E não esqueçamos de nós mesmos em tudo isso.

Façamos essa boa obra, que muito agradará a Deus e que nos levará à verdadeira santidade, à verdadeira justiça, acima da justiça dos fariseus.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

[Aviso] Imposição do Escapulário, Peregrinação

Salve Maria!

Transmitimos os avisos do Padre Daniel Pinheiro, IBP:

  1. Amanhã, 16/07, haverá imposição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo após a Missa das 10h00 e após a Missa das 19h00.
  2. Os escapulários serão vendidos antes da Missa, às 9h30, e após a Missa. Não podemos garantir que sobrem Escapulários para a noite.
  3. Peregrinação: pegar cópia do contrato e entregar o comprovante de depósito/transferência.

[Sermão] Sermão de 1ª Comunhão

Sermão para o 3º Domingo depois de Pentecostes – 1ª Comunhão

25.06.2017 – Padre Daniel Pinheiro, IBP

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Homero, Mateus, Miguel, Beatriz, Cecília, Natália.  Hoje é o dia mais importante da vida de vocês, pois hoje é o próprio Jesus Cristo que vocês irão receber na hóstia consagrada. Vocês vão receber pela primeira vez Nosso Senhor Jesus Cristo. Com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Vocês vão receber Nosso Senhor Jesus Cristo, que é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Vocês vão receber Jesus Cristo, que passou a vida dEle fazendo o bem. Vocês vão receber Nosso Senhor, que fez os mais sublimes milagres. Vocês vão receber Nosso Senhor, que nos ensinou a Verdade. Vocês vão receber Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio ao mundo unicamente para nos salvar e obedecer assim a Deus Pai. Vocês vão receber Jesus, que nasceu de Maria Virgem, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado para perdoar os pecados de vocês e para salvar a alma de vocês e de todas as pessoas. Vocês vão receber o próprio Deus, criador de todas as coisas, do céu e da terra, dos anjos, dos minerais, das plantas, dos animais, dos planetas, dos homens: criador de tudo o que existe. Que graça enorme e que bondade enorme a de Nosso Senhor Jesus Cristo: se entregar a vocês na Eucaristia para que possam se salvar. Portanto, vocês sabem muito bem que aquilo que vocês vão receber parece pão, tem gosto de pão, mas que é, na verdade, o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje é o dia mais importante da vida de vocês: é o dia em que o próprio Deus vai se entregar a vocês como alimento espiritual, para dar forças para que vocês sejam pessoas boas, quer dizer, pessoas que seguem aquilo que Cristo ensinou.

Homero, Mateus, Miguel, Beatriz, Cecília, Natália, hoje deve ser o dia mais alegre da vida de vocês, pois vão receber o maior bem e o maior tesouro que vocês poderiam desejar. Não se trata de um brinquedo, de uma diversão ou de alguma coisa que passa e acaba rapidamente. Não. É o próprio Deus que vocês vão receber. Deus, que é infinito, que é nossa felicidade e nossa alegria. Vocês receberão o próprio Deus na Eucaristia e o receberão bem preparados, com a alma pura, com o desejo de serem melhores católicos: acreditando mais firmemente naquilo que Deus nos falou, praticando melhor os mandamentos, deixando de lado todo pecado, combatendo, com todas as forças de vocês, o pecado mortal e também o venial, que são os dois maiores males que existem. Se vocês receberem bem o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Cristo, e receberem com frequência, vocês irão ao céu, vocês serão eternamente felizes no céu e agradarão a Deus.

Lembrem-se de que vocês, como todas as outras pessoas, foram criados para conhecer, amar e servir a Deus aqui na terra, para poderem ser eternamente felizes com Ele no céu. Fazer uma coisa que não leve vocês a conhecer, amar ou servir a Deus é perder tempo. Lembrem-se, então, de que a primeira comunhão não é o fim, mas o começo de uma vida cristã.

A partir de hoje, Homero, Mateus, Miguel, Beatriz, Cecília, Natália,  vocês terão que se esforçar ainda mais para fazer aquilo que Deus manda, pois fazer o que Deus manda agrada a Ele e faz bem para vocês. A partir de hoje, vocês terão que rezar ainda mais: ao acordar, antes de dormir, antes das refeições, e várias outras vezes durante o dia vocês devem dirigir palavras a Jesus Cristo e à sua Mãe, Maria. Façam o esforço para rezar o terço diariamente, imitando o exemplo da Jacinta e do Francisco, crianças que viram Nossa Senhora em Fátima. Elas rezavam o terço todo dia e tinham a idade de vocês, aproximadamente. Peçam a ajuda dos pais de vocês para rezar. A partir de hoje, vocês terão que procurar conhecer ainda melhor aquilo que Cristo ensinou, para poder amar mais a Cristo e colocar em prática tudo o que Ele nos falou. Estudem o catecismo, perguntem aos pais, que têm obrigação de ensinar a doutrina cristã aos filhos, perguntem ao Padre. A partir de hoje, vocês terão que praticar ainda melhor os mandamentos, evitando com todas as forças de vocês o pecado, pois o pecado ofende a Deus e prejudica a alma de vocês. A partir de hoje, vocês devem receber com frequência a confissão e a comunhão. Se caírem em pecado mortal, procurem confessar rapidamente, fazendo o exame de consciência, com arrependimento, com o propósito de não mais voltar a pecar, confessando sem medo todos os pecados e cumprindo a penitência dada pelo Padre. Mesmo sem pecado mortal, procurem com regularidade a confissão.

A partir de hoje, vocês assistirão à Missa prestando ainda mais atenção no que está acontecendo, sem se distrair, sem conversar, sem brincar com os irmãozinhos ou coleguinhas. Vocês assistirão à Santa Missa com atenção e respeito, entregando tudo o que vocês são e tudo o que vocês têm para Deus. Lembrem-se sempre de que a Missa é a renovação do sacrifício do Calvário, a renovação da crucificação de Cristo. A Missa é o que tem de mais importante na face da terra. Na Missa, vocês devem adorar a Deus, reconhecendo que Ele é o Senhor e o Mestre de todas as coisas e se submetendo a Ele. Na Missa, vocês devem pedir a Deus o arrependimento por todos os pecados que vocês cometeram. Na Missa, vocês devem agradecer por todos os benefícios, por todas as graças que Deus deu a vocês: foi Ele que criou vocês, é pelo poder dEle que vocês continuam existindo, é pela bondade dEle que vocês vão receber a Sagrada Comunhão, é pela bondade dEle que vocês fazem coisas boas. Na Missa, vocês deverão pedir a Deus as graças, as ajudas, que vocês precisam para praticar o bem e para não praticar o pecado.

Homero, Mateus, Miguel, Beatriz, Cecília, Natália, peçam, principalmente, a graça de serem fortes: a graça de continuarem fazendo sempre a vontade de Deus, sem dar atenção aos colegas que zombam de vocês porque vocês praticam a religião, sem dar atenção a outras dificuldades. Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu muito, até a morte e morte de Cruz, mas sempre continuou fazendo o bem, fazendo a vontade de Deus. Vocês devem imitar Nosso Senhor. Nunca deixar de fazer o bem, por mais difícil que seja. Assim, vocês serão verdadeiros heróis, vocês serão santos.

A partir de hoje, vocês deverão ter uma devoção muito grande a Nossa Senhora, Maria. Ela é a Mãe de vocês. Ela é uma boa Mãe que sempre nos ajuda. Nas dificuldades, nos sofrimentos, nas tristezas, mas também nas alegrias e em todas as situações, rezem para Nossa Senhora, rezem o Terço. Ela sempre nos leva para o Filho dela: Jesus Cristo.

Hoje e todos os dias, vocês devem receber a comunhão com muita respeito, sempre na boca, de joelhos. Com muita fé, vestidos com modéstia, fazendo jejum de pelo menos uma hora. Devem receber a comunhão pedindo a Deus que Ele faça de vocês pessoas santas. Uma só comunhão basta para nos transformar, para nos fazer deixar os nossos erros e os nossos maus hábitos e costumes. Recebam a comunhão pedindo a Jesus Cristo a santidade, pedindo a Ele a graça de continuar com a alma pura até o dia da morte de vocês, para que, nesse dia, vocês possam ir para o céu, para que possam ser eternamente e infinitamente felizes.

Homero, Mateus, Miguel, Beatriz, Cecília, Natália, é o próprio Deus que vocês vão receber agora na alma de vocês. Façam para Deus uma morada, uma casa digna, com uma alma pura, uma alma que busca em todas as coisas agradar a Deus. Hoje é o dia mais importante da vida de vocês. Vocês receberão o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.