[Liturgia] Tempo da Paixão

[Republicação] Texto publicado originalmente em 22 de março de 2010

Constituído de dois domingos que antecedem imediatamente a Páscoa, o Tempo da Paixão delineou-se no século VII, quando se começou a dar maior relevância ao mistério da Cruz. O segundo domingo da Paixão, ou Domingo de Ramos, primeiro dia da Semana Santa, revela o caráter quaresmal nas Orações e Leituras.

Comentário Dogmático

No Tempo da Paixão, a Santa Igreja revive a cena do Calvário. Descrevem-se, às vezes de maneira dramática, o ódio e as conjurações dos judeus, que procuram matar a Jesus, o Justo e Inocente. Recorda-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, efetuada na última Ceia. Celebram-se os mistérios dolorosos da Paixão e Morte de Jesus Cristo, que revelam o seu infinito amor por nós.

Comentário Ascético

A Paixão de Cristo é exemplo e ensinamento. Exemplo de paciência e resignação; ensinamento que nos leva a abraçar com amor os sofrimentos e provas da vida. As almas generosas e fervorosas procuram, de fato, seguir a Jesus Cristo até o sacrifício e à imolação de si mesmas. E por isso não medem esforços para manter-se em estado de graça, observar os mandamentos de Deus.

Cumprir os deveres do próprio estado, mortificar as próprias inclinações desordenadas e professar, com destemor, a própria fé, mesmo entre os incrédulos. O sacrifício e a imolação levam à aceitação paciente e generosa das cruzes, adversidades, contradições, preocupações, dores, angústias, transtornos, separações, privações, calúnias, perseguições, desgraças, doenças e lutos.

O sacrifício e imolação movem, além disso, as mortificações voluntárias que não impeçam o cumprimento dos deveres e que não causem dano à saúde. Jesus aplica os frutos de sua imolação somente aos que a ela se associam, pois essa divina imolação produz o seu pleno efeito quando unida à nossa oferta. Nesse Tempo da Paixão, procuremos reviver, na meditação e na contemplação, todos os momentos da vida do Salvador.

Texto extraído do Missal Romano Cotiadiano, 4ª edição, Edições Paulinas, 1963

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