Domingo, 1º de abril, Missa de ramos

Missa em horário normal!

2o DOMINGO DA PAIXÃO

SOLENE PROCISSÃO

EM HONRA DE CRISTO REI

Paramentos vermelhos

Reportemo-nos ao século IV. Em Jerusalém lia-se hoje, no próprio lugar em que a cena se desenrolou, a passagem do evangelho referente à entrada triunfal de Jesus na Cidade Santa, aclamado pelo povo como Filho de David e Rei de Israel. Um bispo, montando um jumento e rodeado da multidão, que, ao som e ritmo de hinos e antífonas, agitava ramos festivos, subia ao alto do Monte das Oliveiras, e entrava na igreja da Ressurreição. A igreja de Roma adotou este costume, no século IX, e ajuntou-lhe os ritos da bênção dos Ramos. Nós, portanto, reproduzimos o que os judeus fizeram. Na procissão dos Ramos, é o povo cristão que, na plenitude da fé, faz seu o gesto dos Judeus lhe dá todo o seu significado. À imitação do povo de Jerusalém, nós clamamos a Cristo, como triunfador: «Hosana ao Filho de David! Bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel!» Conhecendo, pela fé, a sequência e o sentido dos acontecimentos, sabemos o que é, e o que representa o seu triunfo. Ele é o Messias, Filho de David: Filho de Deus, sinal de contradição» aclamado por uns, detestado por outros. Enviado ao mundo para nos arrancar ao pecado e ao poder de Satanás, sujeita-se aos opróbrios da Paixão, castigo de nossas faltas. Mas, vencedor da morte, sai triunfante do túmulo, restitui-nos a paz de Deus e eleva-nos consigo para o reino do Pai celeste.

Retirado do Missal Romano Quotidiano.