Breve explicação da Santa Missa

Ven. Frei Martinho Cochem, o.m.c

A oração ao pé do altar: simboliza os séculos durante os quais os homens, afastados de Deus (como o sacerdote está afastado do altar) esperavam a redenção;

O “Kyrie”, e o “Gloria in excelsis”: o nascimento de Jesus Cristo e o cântico dos nove coros de anjos em Belém;

A coleta: a infância de Jesus Cristo, durante a qual o divino Salvador, retirado do mundo, orava em silêncio.

A Epístola, a mudança do missal ao Evangelho, significam a pregação do Evangelho aos Judeus por Jesus Cristo, e não o tendo estes aceitado é levado e anunciado aos pagãos;

O “Credo” simboliza a grande difusão da fé (o Evangelho).

O ofertório é Jesus Cristo preparando-se para a sua paixão pelo jejum e a oração;

O Prefácio, que termina pelas palavras: Bendito o que vem em nome do Senhor: hosana no alto dos céus! recorda a entrada de Jesus em Jerusalém;

O Memento dos vivos: Jesus na última Ceia, orando por toda a Igreja.

Aos cinco sinais da cruz, que o sacerdote faz antes da consagração sobre as ofertas, podemos recordar os desprezos que Jesus sofreu em casa de Anás, de Caifás, de Pilatos, de Herodes e segunda vez na de Pilatos.

A elevação das santas espécies é a elevação de Jesus na Cruz;

E os 5 sinais da cruz que o sacerdote repete sobre as ofertas, as 5 chagas.

Os 3 sinais da cruz sobre as ofertas, que precedem o “Pater”, significam as 3 horas durante as quais Jesus esteve pendente da cruz;

O “Pater” com suas 7 petições, as 7 palavras de Jesus na cruz;

A fração da hóstia, a morte de Jesus Cristo, em que a sua alma se separou do corpo.

O “Agnus Dei”, em que o sacerdote bate no peito, recorda os soldados e o povo que bateram no peito vendo a terrível agitação da natureza (Lc XXIII, 48) e o centurião que exclamava: “Em verdade este homem era o filho de Deus” (Mc XV, 39).

A comunhão recorda a deposição de Jesus no sepulcro.

As duas saudações ao princípio e no fim da missa, “Dominus vobiscum”, são uma recordação do duplo aparecimento de Jesus aos seus apóstolos reunidos, em que os saudou dizendo: “A paz seja convosco!”

O “Ite, missa est”, com a bênção do sacerdote, recorda a ascensão de Jesus Cristo, quando ele enviou os seus apóstolos para o mundo, abençoando-os pela última vez; e o último evangelho recorda a propagação do evangelho, depois da vinda do Espírito Santo. Algumas vezes muda-se de novo o missal: os Judeus, antes da segunda vinda de Jesus Cristo, aceitando o evangelho.

A missa é, portanto, um breve resumo da vida de Jesus Cristo: durante esta meia hora vê-se passar diante dos olhos o que Jesus faz sobre a terra durante 33 anos (Cochem).

Fonte: Catecismo Popular

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