“Tirai este sacrifício à Igreja Católica, e depois só ficará a incredulidade e o erro”

2. O sacrifício instituído por Jesus Cristo na última Ceia chama-se a missa ou santo sacrifício da missa

Nos primeiros séculos cristãos, despediam-se da igreja os catecúmenos e os penitentes antes de principiar o sacrifício. Esta expulsão chama-se em latim missio; anunciavam-na dizendo: missa est. Como o provam os documentos históricos, usavam-se então estas palavras para dissolver as assembléias: significavam, portanto: a assembléia está terminada. Daí veio o hábito de chamar missa (missa) ao sacrifício que se seguia à despedida dos catecúmenos. O Papa Pio I (cerca do ano 141) serve-se desta expressão que se encontra também repetidas vezes nos escritos de Santo Ambrósio e Santo Agostinho. Outros dizem que a palavra missa vem de que, nas palavras da consagração, o Filho de Deus é enviado do céu à terra (S. T. de Aq.) e que os fiéis pelo ministério do padre, e este pelo ministério dos anjos o enviam da terra para o céu. Deus primeiro manda-nos o seu Filho para o altar, e depois a Igreja envia Jesus Cristo a seu Pai, para que ele rogue pelos pecadores (S. Boav.).

O santo sacrifício da missa é o centro de todo o culto católico

Muitos sacramentos e sacramentais só são administrados em união com a santa missa; demais, ela é no culto divino o que a pedra preciosa é para o seu engaste (Hurter); ela é um oceano onde se reúnem todas as torrentes de graças do sacrifício da cruz, e donde estas correm sobre os homens, à maneira de canais, por meio dos sacramentos. – A santa missa é o sol da graça que nasce todos os dias e cujos raios brancos se refletem nos sete sacramentos, para assim formarem o dourado arco-íris da paz que une a riqueza do céu à indigência da terra (Gihr.). A santa missa excede eminentemente em dignidade os sacramentos; estes efetivamente não passam de vasos da misericórdia divina para os vivos, ao passo que a missa é um oceano inesgotável de liberalidade divina para os vivos e mortos (Cochem). Pela santa missa os homens têm de algum modo sobre a terra as primícias do céu, porque, por este sacrifício, eles têm diante dos olhos e podem tocar com as mãos o Criador do céu e da terra (Urb. VIII). A santa encerra tantos mistérios, quanto de gotas tem o mar, quanto de raios tem o sol, quanto de estrelas tem o céu e de flores a terra (S. Boav.). Tirai este sacrifício à Igreja Católica, e depois só ficará a incredulidade e o erro (Id). Se o santo sacrifício não fosse tão excelente, o demônio não lhe teria suscitado inimigos dentre os hereges (Cochem).

Fonte: Catecismo Católico Popular – III Parte. Os destaques são nossos!

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