Liturgia: A Missa Dominical

A Missa Dominical

É principalmente na Páscoa, aniversário da Ressurreição, que, depois de haver comemorado durante os dias da Semana Santa os mistérios da Paixão, a Igreja nos convida a celebrar, exultação e na ação de graças, o Sacrifício Redentor.

Mas o mistério pascal, de que perenemente nos cumpre viver, não teria alumiado tão eficazmente a longa caminhada da Igreja sobre a terra, se a sua celebração fosse anual. Por isso, se multiplicaram os “dias do Senhor” (dies dominica: domingo). Na vida da Igreja eles são como que uma Páscoa hebdomadária, em que o povo cristão, com melhor consciência de si mesmo, canta aos pés de Deus o Júbilo inefável do resgate e, renovando com maior freqüência o ofertório do Sacrifício, vai seguindo nas sendas do Céu o rasto luminoso de Jesus ressuscitado. Assim, o mistério pascal, que domina o horizonte de todo o ano litúrgico, penetra em cada semana a vida dos batizados. Segundo o pensamento da Igreja, nada deveríamos ter mais a peito em cada domingo do que unirmo-nos, com todos os nossos irmãos a Cristo, saído glorioso do túmulo, para oferecer o Sacrifício, que é fonte do nosso resgate e da nossa própria ressurreição. Este, e não outro, o fundamento da gravidade do preceito dominical.

ORDENAÇÃO GERAL DA MISSA

Vimos o que a Missa representa na vida dos cristãos. Que meios preferir para nela melhor participarmos e mais cabalmente colhermos todo o seu significado?

Não há mais perfeito método de iniciação do que aquele que no Missal a mesma Igreja nos propõe: o ideal da está na Missa paroquial solene e de comunhão, cantada por todos os fieis. Na falta desta, a Missa dialogada, cuja pratica bastante se tem difundido nos últimos tempos, corresponde bem ao voto da Igreja que visa a participação ativa da assembléia dos fieis nos Santos Mistérios. Na Missa dialogada segue-se já facilmente o desenrolar do drama litúrgico e acaba-se por atingir, mais tarde ou mais cedo, o sentido das suas cerimônias.

Contudo, não será talvez inútil indicar, em visão de conjunto, a sua composição, para melhor se apreender a significação ligada às diversas partes. Como dissemos, a Missa é o Sacrifício do Calvário perpetuado – sacrifício de aliança com Deus e da nossa redenção, atualizado sobre o altar, para que a ele possamos aderir com toda a nossa vontade. Ora, importa notar que nas paginas da Bíblia em que se narra a conclusão e renovação da aliança com Deus com o seu povo, encontram-se sempre três elementos duma só cena: a comunicação da palavra divina ao povo reunido; uma suplica coletiva; e a oferta do sacrifício, constituindo pela imolação e manducação duma vitima, para sancionar a aliança proposta.

Tal é também, o rito sagrado da Missa. Cada vez que, convocado pela Igreja, o povo cristão participa na celebração do Santo Sacrifício, cumpre ele o ato essencial da sua vida. Reúne-se em assembléia, primeiramente, para escutar, não uma para humana, mas a palavra de Deus, a mensagem divina, que ao longo de todo o ano, no ensino da ante-Missa, a Igreja lhe recorda; depois, para acolher essa palavra entre louvores e preces, nas quais sempre implora propiciação e beneplácito; finalmente, para selar com o Sacrifício eucarístico a Aliança eterna, em que Cristo, imolado à glória de seu Pai, se dá como alimento ao povo redimido.

Tudo isto claramente se acha expresso na ordenação da Missa. Antes da celebração do Sacrifício: uma primeira parte composta de leituras, cânticos e orações, evoca a liturgia da Sinagoga sob a lei antiga. Na segunda parte: renovação do repasto pascal da Ceia, Sacrifício propriamente dito, com o ofertório, a grande prece consecratória do Cânon e a comunhão, que remata a celebração da Eucaristia, Sacrifício Novo, selando a Nova Aliança.

PLANO DA MISSA

PREPARAÇÃO

Orações no limiar do altar.

I PARTE

ANTES DO SACRIFICIO

Do intróito ao Credo: cânticos, leituras, preces coletivas.

II PARTE

O SACRIFICIO

Ofertório. Da oblação do pão ao prefacio.

Cânon. Do prefacio ao Pater.

Comunhão. Do Pater à poscomunhão.

FIM DA MISSA

Despedida e benção do celebrante.

Último evangelho.

Do Missal Romano Quotidiano

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