[Sermão] Fundamentos para o apostolado leigo

Sermão para o 11º Domingo depois de Pentecostes

24.08. 2014 – Diácono Tomás Parra

Em nome do Pai…

Ave Maria…

Reverendo Padre, Caros irmãos,

               Neste 11º domingo depois de Pentecostes, a leitura do evangelho narra o episódio da cura do surdo-mudo, descrita por São Marcos. É muito frequente, no Evangelho, que os judeus tragam seus doentes para serem curados por Cristo. São Marcos conta que na região de Genesaré, “em todos lugares onde (Ele) entrava, nos povoados, nas cidades ou nos campos, colocavam os doentes nas praças, rogando que lhes permitisse ao menos tocar na orla de seu manto.  E todos que o tocavam eram salvos”. Mais tarde, vindo de Tiro, no caminho em direção ao mar da Galiléia, “trouxeram-lhe um surdo-mudo”, e “suplicavam-Lhe que lhe impusesse a mão” para curá-lo.

                Caros irmãos, a atitude destes judeus é um exemplo do apostolado do qual trataremos hoje. O primeiro tipo de apostolado é aquele exercido pela hierarquia mesma da Igreja. Como dizia Tertuliano, “Deus Pai enviou a Cristo, Cristo enviou aos apóstolos; os apóstolos, aos bispos”. E Cristo confiou de modo especial aos apóstolos a Missão de converter todos os homens: “Ide, pregai o Evangelho a toda criatura, aquele que crer e for batizado será salvo”.

                O segundo tipo é o apostolado leigo, que existiu durante toda a vida da Igreja. E nós podemos perceber isto na atitude destas pessoas que levavam os doentes até Jesus para que fossem curados. Não eram os apóstolos ou discípulos de Cristo que os levavam, mas os amigos e parentes.

                No Evangelho, a doença é um símbolo do pecado, e como Nosso Senhor veio ao mundo para destruir o pecado, ele começa curando os doentes. E esses próximos dos doentes que os levam a Ele representam os que cooperam com a obra de Cristo, que é a conversão dos pecadores para a salvação de suas almas. Considerando isto, podemos dizer que mesmo os fiéis leigos participam de certo modo desta Missão confiada aos apóstolos por Cristo. “Ide, pregai o Evangelho a toda criatura…”.

                Assim, caros irmãos, como membros da Igreja, cuja cabeça é Cristo, devemos todos trabalhar para salvar nossa alma e a dos nossos próximos, para o crescimento do reino de Cristo. A primeira maneira de fazê-lo é através do apostolado da oração.

Isto é claro no Evangelho de hoje. Primeiramente, pelo exemplo das pessoas que suplicavam a Cristo pela cura para o próximo ou para si mesmas. E quão insistentes eram essas súplicas, e acompanhadas também de uma grande fé. Fé tal que levou uma vez alguns amigos a baixarem um paralítico em seu leito, através de cordas, tendo feito uma abertura no telhado para poderem alcançar o Mestre. E, na ocasião, não somente a cura foi dada, mas também o perdão dos pecados.

                Porém, caros irmãos, também mereceram um favor especial do Senhor as súplicas dos parentes do surdo-mudo.

Nosso Senhor não o cura imediatamente, mas “tomando-o a parte, de entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e tocou-lhe a língua com a sua saliva”. Cristo atendeu suas orações, mas antes, quis se afastar da multidão, para nos ensinar a encontrar Deus no silêncio e na oração. E também para não haver ostentação no fazer milagres, nos ensinando a fugir da vaidade. De fato, como diz São João Crisóstomo, não há maior milagre que professar a humildade e praticar a modéstia. E para combater o orgulho, que se opõe a estas virtudes, toda a vida de Cristo foi exemplo de humildade e é sobre esta humildade que Ele fundou a religião. “Cristo fez-se, por amor de nós, obediente até a morte e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou …”.

São João Crisóstomo diz também que Cristo podia ter curado o surdo-mudo com uma só palavra, mas “meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e tocou-lhe a língua com a sua saliva”, para mostrar que seu corpo estava cheio do poder de Deus. Essas curas que realizava mostram que em Cristo veio a restauração da natureza humana, que, por causa do pecado de Adão, tinha sofrido feridas de toda sorte. Além disso, gestos semelhantes ao de Nosso Senhor são utilizados até hoje no rito do batismo, para lembrar o cristão do dever que terá de receber a palavra de Deus pelo ouvido, e de professá-la com a língua.

Em seguida, caros irmãos, Nosso Senhor nos incita à oração pelo seu próprio exemplo. “Levantando os olhos ao céu, (Ele) suspirou”, (do latim ingemuit, gemeu).

Ele levanta os olhos ao céu para nos mostrar que é de lá que vem todos os bens. De lá, vem a cura para os doentes, o perdão para os pecadores. Ele geme de compaixão da miséria do homem decaído, apresentando suas súplicas ao Pai Celeste. Não que precisasse fazê-lo para obter o milagre, pois Ele é Deus, mas para nos ensinar como recorrer à misericórdia divina.

                É muito importante saber que a oração deve anteceder o apostolado do sacrifício e da caridade. E para isso temos o exemplo dos apóstolos e dos discípulos, que estavam, “todos estes, unânimes, perseverantes na oração com algumas mulheres, dentre as quais Maria, Mãe de Jesus”, esperando a vinda do Espírito Santo antes de começarem a exercer a Missão de levar o Evangelho aos homens de todo o mundo. Apesar de terem sido discípulos do próprio Cristo, convivido com Ele, visto Seu exemplo e escutado seus ensinamentos pessoalmente, tinham ainda que rezar para receberem a força vinda do Céu, que lhes daria impulso para pregar a Boa Nova a todas as nações.

                Esta oração do Cenáculo, este recolhimento que antecede Pentecostes, é para nós um modelo. Pois nos ensina, caros irmãos, as três condições necessárias para que as nossas orações sejam atendidas com eficácia:

                Em primeiro lugar, a perseverança, pois lá estavam os apóstolos com os discípulos e Nossa Senhora, e ficaram em oração contínua, esperando que Cristo enviasse o Espírito Santo; e ali oraram durante dez dias. Esta perseverança vai de par, evidentemente, com a fé e a confiança na promessa divina: “Pedi e recebereis”. Não esqueçamos também a fé do paralítico, que desceu pelo teto para pedir a Cristo a sua cura.

                Em segundo lugar, a unanimidade: Também pela promessa divina: “Se dois de vós estiverem de acordo (…) sobre qualquer coisa que queiram pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Caros irmãos, a oração em comum tem maior valor aos olhos de Deus que a oração individual, daí a importância de se rezar junto com os filhos em família, junto com bons amigos católicos.

                A terceira condição para que nossa oração seja eficaz para alcançar a vinda do reino do Pai, como pedimos no Pai-Nosso, é a mediação de Nossa Senhora. Ela estava no Cenáculo, em meio aos Apóstolos e discípulos cumprindo a missão de medianeira, missão que lhe foi dada por Deus desde a Encarnação do Verbo, pois, segundo o ensinamento de São Luís de Montfort, Deus Pai escolheu Maria para dar seu Filho ao mundo e, juntamente com seu Filho, lhe confiou todo o tesouro de suas graças e misericórdias. Ela se tornou o Canal que liga os homens à Cristo, que liga os homens ao único Mediador. E esta conduta, este modo de fazer, Deus não mudará até o fim dos tempos, de forma que recorrer à mediação de Nossa Senhora é o meio mais fácil de alcançar de Deus todas as graças.

                Jesus Cristo nos disse “é preciso rezar sempre, oportet semper orare”. A necessidade disso, caros irmãos, para os que têm a fé, é evidente. Em Fátima, Nossa Senhora dizia às três crianças: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”. Este apelo se dirige também a nós. Ora, se na época de Cristo havia inúmeros doentes que procuravam remédio em sua misericórdia, hoje existem muitos pecadores, mas que diferentemente daqueles, não buscam sua cura espiritual – o perdão – e caminham para a danação eterna. Pensar também em nossos vícios, nas necessidades de nossos próximos, no sofrimento dos que sofrem perseguições pela fé no Oriente, deve nos incitar a rezar ainda mais. Além disso, hoje, como sabemos, pecados graves e alguns vícios que clamam vingança aos céus são tolerados e facilitados pelas leis civis.

                É preciso, todavia, caros irmãos, não olhar somente os males, para não nos desencorajarmos. Mas saber que os Corações de Jesus e Maria estão atentos às nossas orações.  Que Ele, sendo Deus, pode imperar sobre o mal, como quando disse “Ephpheta” (Abre-te, desatate), e imediatamente os ouvidos do surdo-mudo se abriram, sua língua se desatou e ele começou a falar normalmente o aramaico, língua que ele supostamente desconhecia.

Mas é necessário saber também, que a oração, só, não basta. São Tiago nos ensina que a “fé, se não tiver obras, está completamente morta”. É preciso agir, rezar e agir. É preciso se sacrificar, como pediu Nossa Senhora, e praticar a caridade.

Pode-se fazer apostolado pelo sacrifício, unindo-se a Cristo em sua Paixão; isto é, renunciando a si próprio, pelo bem dos próximos, sobretudo renunciando ao amor-próprio e aos caprichos que incomodam os outros, mesmo se isso proporcionará, por vezes, algo que seja menos cômodo. Pode-se fazer o apostolado do sacrifício praticando,  por exemplo, na medida do possível, algum sacrifício do paladar (começar já pela abstinência da sexta-feira, costume muito louvável que muitos já não praticam em nossos dias)… oferecendo tudo sempre em união a Cristo pelos próximos.

                O apostolado pode se exercer ainda pela prática da caridade, que é reproduzir a vida de Cristo em nós pela nossa entrega a Deus e ao serviço do próximo. É isso que faziam os parentes do surdo-mudo.

Enfim, caros irmãos, nosso apostolado, qualquer que seja, deve sempre levar a Cristo. Não deve ter como fim nossa promoção ou servir nossos interesses próprios, ou ainda  lutar por um bem puramente natural. Nosso apostolado deve lembrar os israelitas do Evangelho de hoje, que tinham um só desejo: levar os doentes até o Mestre “rogando que lhes permitisse ao menos tocar na orla de seu manto”. Ele, Cristo Nosso Senhor é quem cura, quem perdoa os pecados.

Consideremos que Cristo venceu o mundo e a morte, e tendo morrido pelos pecados de todos os homens, ressuscitou. E Ele deseja ardentemente que estejamos unidos a Ele na cruz, para ressuscitarmos com Ele para a glória eterna.

Peçamos, enfim, caríssimos irmãos, a Deus Nosso Senhor o que se reza hoje na colecta, que nos perdoe nossos pecados e nossa falta de merecimentos, e nos dê aquilo que não ousamos esperar da pobreza de nossas orações.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

[Sermão] O fariseu, o publicano e a humildade, fundamento da vida espiritual

Sermão para o 10º Domingo Depois de Pentecostes

17.08.2014 – Diácono Pedro Henrique Gubitoso, IBP.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Reverendo padre Daniel, caro confrade seminarista, caríssimos fiéis,

Um católico que acreditasse estar isento de todo pecado estaria redondamente enganado. Todo homem é pecador, “todo homem é mentiroso” diz o Salmo (s. 116). “ O justo peca sete vezes ao dia” diz o livro dos Provérbios (Pv 24,16). “Não há homem que não peque” diz o Eclesiastes (Ecle 7,21). “Aquele que diz que não tem pecado, faz Deus mentiroso” diz São João (1 Jo 1, 10). Todo homem precisa de Deus, da ajuda de Deus. O pré-requisito básico para qualquer vida espiritual sólida é reconhecer que somos pecadores e que precisamos de Deus, em outras palavras: é preciso ser humilde.

Para ilustrar esse propósito, Nosso Senhor nos apresenta a parábola do fariseu e do publicano, em que figuram duas pessoas e duas atitudes completamente opostas.

“Dois homens subiram ao templo para orar : um fariseu e um publicano”.

Quem eram os fariseus e os publicanos? Os fariseus eram membros de uma seita formada no século segundo antes de Cristo. Eles se caracterizavam pelo cumprimento escrupuloso e minucioso de toda a lei escrita que Moisés tinha deixado. Nosso Senhor muitas vezes no evangelho condenou a hipocrisia dos fariseus que cumpriam rigorosamente a lei exterior mas que não tinham boas disposições no interior de suas almas; ele os chama de “sepulcros caiados” (Mt 23, 27) pois por fora parecem formosos mas por dentro estão repletos de imundície. Muitas vezes, eram também escrupulosos com o pouco (imposto das ervas, entre outras prescrições da lei) ou inventam tradições próprias enquanto negligenciavam o mais importante (ajuda aos pais, por exemplo). Os publicanos, por outro lado, eram uma classe extremamente odiada e desprezada entre os judeus, por dois motivos: primeiro, porque eram cobradores de impostos contratados pelos romanos, ou seja, judeus que recolhiam dinheiro de outros judeus colaborando assim com o poder estrangeiro que dominava naquele momento a Palestina; segundo, porque numa tal função acabavam frequentemente se envolvendo com corrupção, cobrando impostos mais caros do que deveriam. O publicano Zaqueu, por exemplo, havia confessado a Nosso Senhor ter defraudado muitos bens. Outro publicano que conhecemos é Levi, futuro apóstolo São Mateus. Enfim, Nosso Senhor nesta parábola toma como exemplo dois personagens diametralmente opostos. Ele põe frente a frente o orgulho do fariseu e a humildade do publicano.

“O fariseu, de pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros; nem, por exemplo, como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e pago o dízimo de tudo o que possuo.”

O fariseu não pede nada a Deus, somente agradece por todas as virtudes com as quais está ornado. Falta-lhe o essencial da oração: o pedido. Ele está completamente seguro e confiante em seus méritos, está ali como se exigisse um juízo divino, uma certificado de qualidade carimbado por Deus. Ele está de pé, no primeiro lugar da sinagoga, próximo ao altar. Seus olhos estavam fixados no céu quase como se o já tivesse conquistado. O fariseu passa o tempo de sua oração louvando suas próprias virtudes, ele não pensa em Deus mas somente em si mesmo e nas suas obras. Pior ainda, depois de tanto exaltar-se ele ainda por cima despreza o publicano ali presente.

“O publicano, porém, conservando-se a distância, nem sequer se atrevia a levantar os olhos ao céu; o que fazia era bater no peito, dizendo: Meu Deus, tende piedade de mim, que sou pecador!”

O publicano treme, teme e confessa que é pecador. Ele se conserva à distância, não se atreve a levantar os olhos aos céus. Santo Agostinho explica que o publicano não se atrevia a olhar pois esperava que Deus olhasse primeiro para ele. Enquanto que o fariseu atribuía a si todo o bem que tinha feito, o publicano se reconhecia como autor exclusivo de seus pecados. Sua oração é simples, mas perfeita e fervorosa : “Meu Deus, tende piedade de mim que sou pecador”. Assim devem ser nossas disposições quando vamos rezar ou nos confessar. Por maiores que sejam nossos pecados, devemos ter absoluta confiança na misericórdia divina. Deus ama nos perdoar, pois, como nos diz a colecta da missa de hoje, é perdoando e exercendo sua misericórdia que Deus manifesta maximamente a sua onipotência. O que Deus pede acima de tudo é um coração contrito.

“Afirmo-vos que foi este que voltou justificado para sua casa, e não o outro: Porque quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.” 

São Bernardo diz: “O fariseu, que acreditava estar pleno, saiu vazio. O publicano, que se apresentou vazio pela absoluta indigência, foi repleto de misericórdia e de graça”. O fariseu, apesar de todas as obras que tinha realizado, saiu do templo pior do que quando entrou, não voltou justificado para a casa. Já o publicano, graças ao seu espírito de penitência e de humildade sai do templo completamente justificado. O que devemos aprender com esta parábola é que a humildade é um dos fundamentos da vida espiritual. São Tomás explica que há dois fundamentos da vida espiritual: a Fé e a humildade. A virtude de Fé é um fundamento positivo enquanto a humildade é um fundamento negativo. O que isto quer dizer? Se comparássemos a nossa vida da graça à construção de um prédio, a Fé seria o alicerce desse prédio pois é pela adesão às verdades reveladas que se começa qualquer vida cristã. Entretanto, a humildade é também fundamento da vida espiritual, mas num outro sentido, isto é, enquanto remove os primeiros obstáculos à perfeição cristã. Não é possível construir sobre um terreno cheio de destroços. A humildade, sendo uma virtude que modera o apetite desordenado da própria excelência, nos permite de limpar o terreno de nossa alma para que Deus possa começar em nós a sua obra de santificação. Enquanto nossa alma está repleta de amor-próprio como a alma do fariseu, é impossível progredir na vida espiritual pois neste caso a alma está muito cheia dela mesma e não há espaço para Deus.

Portanto, após ter recebido a Fé pelo batismo, o primeiro passo na busca da perfeiçã cristã é reconhecer nossa dupla pequenez: somos criaturas e ainda por cima pecadores. Em seguida, devemos reconhecer que tudo aquilo que temos de bom procede de graça de Deus. “Que tens tu que não tenhas recebido?” nos diz São Paulo (2Cor 4, 7). É precisamente por esta razão que as virtudes heróicas de alguns santos não somente podem, mas devem coexistir com a humildade; por mais que sejam perfeitos sempre reconhecerão que a santidade vem de Deus. A humildade, segundo a definição de Santa Teresa d’Avila, consiste em “caminhar na verdade”. Reconhecer o bem e o mal onde estão. Por mais que sejamos bons e pratiquemos a virtude devemos sempre ter em mente que estes bens nos vêm de Deus; exatamente como o faz Nossa Senhora no Magnificat: “Fecit mihi magna qui potens est”, isto é : “Aquele que é poderoso fez em mim grandes coisas”. Uma vez reconhecida por nós mesmos a nossa fraqueza e a nossa indigência diante de Deus, aí sim se abrem diante de nós os caminhos para progredirmos no exercício das outras virtudes.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

[Aviso] Lembrete: Missas de Santa Rosa de Lima e da Degolação de São João Batista

Sexta-Feira, 29 de agosto, Festa da degolação de São João Batista:

18:30 Confissão

19:00 Terço

19:30 Missa

 

Image illustrative de l'article Rose de LimaSábado, 30 de agosto, Festa de Santa Rosa de Lima, Padroeira da América Latina, I Classe:

8:00 Confissão

8:30 Missa

É bom, em virtude do quarto mandamento e da virtude de piedade, fazer um esforço para assistir à Missa de Santa Rosa de Lima e rezar pelo nosso continente e por nosso país.

[Sermão] A esperança, o desespero e a presunção

Sermão para o 9º Domingo depois de Pentecostes

10.08.2014 – Diácono Pedro Henrique Gubitoso, IBP.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Reverendo padre Daniel, caro confrade seminarista, caríssimos fiéis !

A nossa vida sobre esta terra é uma sucessão de alegrias e tristezas, de contentamentos e decepções. Nossa vida espiritual é dividida entre consolações e desolações. O bom católico é aquele que Continuar lendo

[Notícia] Crisma e Missa Prelatícia no Rito Tradicional em Brasília

No dia 15 de agosto de 2014, na grande festa litúrgica da Assunção da Santíssima Virgem, mais graças especiais do Bom Deus para o tão recente apostolado da Capela Nossa Senhora das Dores.

Há apenas um mês, assistimos à benção pontifical da nova igreja (fotos).

E agora, mais uma vez, Dom José Aparecido Gonçalves, Bispo Auxiliar de Brasília, retorna à capela para conferir o santo Sacramento da Crisma, no Rito Tradicional, a cerca de uma dúzia de jovens, que foram confirmados na fé e feitos perfeitos cristãos e soldados de Cristo após a imposição das mãos episcopais e a unção com o óleo do Crisma. Deo gratias!

Acrescentado o espírito do rito do Sacramento da Confirmação à grandeza dessa festa de Nossa Senhora, parecem ainda muito mais oportunas as palavras do padre no sermão do ano passado.

Assunção de Nossa Senhora (quadro da Capela Nossa Senhora das Dores)

“A Festa da Assunção de Nossa Senhora deve, assim, elevar a nossa alma para as coisas celestes, para a nossa verdadeira pátria, que é o céu. Como nos diz a coleta da Missa de hoje, devemos estar sempre inclinados para as coisas celestiais, a fim de podermos participar da glória celeste. Onde está nosso tesouro lá está o nosso coração. Se olhamos para as coisas desse mundo, se nos inclinamos às coisas desse mundo, é porque nosso tesouro está aqui nessa terra e, consequentemente, também o nosso coração, a nossa vontade está apegada às coisas desse mundo. Nossa Senhora, por sua Assunção, nos mostra que nosso tesouro é bem outro. Ela nos mostra que nosso tesouro é a Santíssima Trindade, ela nos mostra que nosso tesouro é seu Filho, Jesus Cristo, a Verdade, o Caminho, a Vida.”

Após o belíssimo rito do sacramento da Crisma, foi também Sua Excelência Reverendíssima Dom José Aparecido quem rezou a Santa Missa em honra à Assunção de Nossa Senhora. Em sua Missa Prelatícia (forma específica de uma missa lida – e não cantada – pelo bispo), Dom José contou com a assistência de padres e seminaristas do Instituto Bom Pastor.

Do Instituto Bom Pastor, além do Padre Daniel Pinheiro, reitor da Capela, estavam presentes o Padre Matthieu Raffray, Superior do Distrito da América Latina (em viagem a partir da França para algumas cidades brasileiras), o Diácono Pedro Henrique Gubitoso (que nestas celebrações conduziu o canto gregoriano e o órgão), e o seminarista Ivan Chudzik (como cerimoniário). Aliás, desde o começo do mês passado, praticamente todos os seminaristas brasileiros do instituto têm passado por Brasília para auxiliar o Pe. Daniel em seu apostolado, possibilitando inclusive a realização de algumas Missas Solenes aos domingos. Sem dúvida, agradecem sobretudo os fiéis, que podem conhecer de modo mais perfeito toda a beleza e o esplendor da liturgia católica tradicional.

Um primeiro post com mais fotos das cerimônias do Sacramento da Crisma e da Missa Prelatícia pode ser conferida neste link.

Após a Santa Missa, seguiu-se uma pequena confraternização em honra à Assunção de Nossa Senhora e pela recepção do sacramento pelos crismados. Afinal, “uma vez alimentada a alma (o que é o mais importante), é preciso também alimentar o corpo”.

[Convite] Sacramento da Crisma e Missa Prelatícia no Rito Romano Tradicional

IN FESTO ASSUMPTIONIS BEATAE MARIAE VIRGINIS


 assunção2

Capela Nossa Senhora das Dores

(Jardim Botânico III, Av. das Paineiras, entrequadras 9/10)

Sexta-feira, 15 de agosto de 2014

a partir das 19h30

 Sacramento da Crisma

conferido por S. Ex..a Rev.ma Dom José Aparecido Goncalves, Bispo auxiliar de Brasília.

 Santa Missa

Missa Prelatícia, rezada por Sua Excelência.

Após a Missa haverá uma

Confraternização

* Solicita-se a colaboração dos fiéis para a realização da confraternização.

 


[Sermão] O católico e as eleições

Sermão para o 8º Domingo depois de Pentecostes

03.08.2014 – Padre Daniel Pinheiro, IBP

 

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

 “Os filhos desse século são mais hábeis que os filhos da luz.”

No ano passado, caros católicos, fiz a explicação dessa parábola de que fala Nosso Senhor no Santo Evangelho desse 8º Domingo depois de Pentecostes. Hoje, gostaria de tratar de um tema importante para nós, nossas famílias, nossa religião, nossa pátria. Gostaria de falar das eleições que em breve ocorrerão em nosso país. Vejamos qual é a melhor conduta diante da realidade que se apresenta diante de nós nessas eleições.

Antes de tudo, gostaria de relembrar um ponto do 4º mandamento da lei de Deus. O quarto mandamento nos manda honrar pai e mãe. Já tivemos oportunidade de falar que esse mandamento não se resume, porém, às nossas obrigações para com nossos progenitores, mas se estende também a outras autoridades, civis e eclesiásticas, e se estende igualmente à nossa pátria.

Entre as obrigações para com a pátria, está a obrigação de votar para eleger bons candidatos. Essa obrigação pode ser leve ou grave dependendo das circunstâncias. Ela vai ser mais grave quanto mais dependerem das eleições os interesses religiosos, morais e sociais da nação e quanto mais incerta for a eleição. É preciso ter presente que os legisladores e os governantes podem produzir um grande bem ou um grande mal à Igreja, ao clero, à família cristã e à família em geral, à moralidade pública, etc. Nós temos visto o grande mal que nos faz o governo atual no plano da família, da moralidade pública, da religião católica, ao facilitar o acesso ao aborto, ao legalizar uniões homossexuais, ao tornar obrigatória a educação sexual para as crianças, ao querer impor a ideologia do gênero nas escolas, etc Portanto, é um dever importante eleger bons candidatos. Todo católico sincero deve dar o próprio voto aos candidatos que oferecem garantias verdadeiramente suficientes para a tutela dos direitos de Deus e das almas, para o verdadeiro bem dos indivíduos, das famílias e da sociedade, segundo a lei de Deus e a moral cristã. Por outro lado, votar em um candidato indigno é, a princípio, ilícito.

Todavia, surge uma dificuldade em nossos tempos. Nas supostas democracias em que vivemos, e nesse sistema moderno corrompido desde a sua raiz – pois nega os direitos de Deus e de sua verdadeira Igreja desde o princípio – devemos votar entre dois, três, quatro candidatos, que não escolhemos, mas que nos são impostos. Habitualmente, esses candidatos têm, em linhas gerais, os mesmos objetivos, que são, no fundo, descoroar Nosso Senhor Jesus Cristo, estabelecer uma sociedade completamente alheia aos mandamentos de Deus, completamente alheia à Igreja. Uma sociedade hostil à família cristã. Ou, olhando pelo outro lado, o objetivo deles é estabelecer a cultura de morte, isto é, uma cultura, com leis e facilidades, que nos afastam de Deus, nos levando ao pecado e às maiores abominações, tal como o aborto, a eutanásia, a união homossexual. Diante dessa realidade em que todos os candidatos são indignos, nos surge, então, a dúvida: se podemos votar em um deles ou se devemos nos abster. A resposta dos teólogos moralistas diz que é lícito escolher um candidato ruim para evitar o pior. Para poder votar em um candidato indigno, quando não temos a opção de votar em um bom candidato, devemos ter um fim honesto e uma gravíssima causa para votar nesse candidato indigno. Devemos ter um fim honesto, isto é, podemos votar em um candidato indigno, ruim, mas não porque ele é ruim, nem desejando que ele aplique coisas ruins, mas dando-lhe um mandato para que ele possa fazer o que é sua obrigação como governante ou legislador: legislar ou governar conforme as leis de Deus. Além disso, devemos ter uma causa gravíssima para eleger um candidato indigno. Uma dessas causas gravíssimas é justamente impedir a eleição do pior candidato. Nesse caso, é preciso deixar claro que votamos unicamente para excluir o candidato mais indigno e não porque aprovamos o outro. Com essas ressalvas, isto é, com um fim honesto e para impedir a eleição do pior, o católico pode votar no menos pior. Não há unanimidade entre os teólogos se existe obrigação de votar no menos pior nesse caso. Parece, todavia, que convém votar no menos pior, pois, embora o objetivo seja o mesmo, o ritmo de implantação da cultura de morte é mais lento, permitindo, talvez, a organização de uma melhor resistência. A abstenção dos bons ou a anulação do voto pelos bons, desiludidos, pode determinar a eleição do pior dos candidatos, o que não é, evidentemente, bom. Claro, falamos tudo isso considerando que não há fraudes nas eleições.

Concretamente, caros católicos, não se pode em consciência votar no partido que atualmente governa o Brasil nem em outros mais à esquerda, no nome ou na prática. Se nenhum candidato é bom, convém mais escolher o candidato menos pior do que se abster ou anular o voto. Assim parece pensar a maior parte dos teólogos moralistas. O governo atual tem demonstrado uma grande hostilidade à lei de Deus e da Igreja: tenta de todas as formas impor a cultura de morte, e tem conseguido, muitas vezes de maneira sorrateira, ampliar o aborto, legalizar as uniões homossexuais, impor a ideologia do gênero, a eutanásia e outros crimes semelhantes, que ofendem de modo gravíssimo a Deus e destroem a sociedade na sua raiz.

A política não diz respeito diretamente à Igreja, a não ser quando a política começa a tocar no bem das almas, no bem comum da sociedade (de maneira mais grave) e no bem da Igreja, o que é o caso. E quando isso ocorre, os pastores precisam orientar as ovelhas e denunciar o lobo.

Não podemos nos esquecer, caros católicos, de que entre nossos deveres para com a nossa pátria está também o de rezar por ela, em particular nesse ano eleitoral. Rezemos a Nossa Senhora Aparecida para que ela afaste do Brasil o comunismo, o socialismo, o liberalismo e traga ao Brasil o cetro doce e suave de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

 

[Notícia] Dom Fernando Guimarães é o novo Ordinário Militar do Brasil

Cidade do Vaticano (RV) – Mudança no Episcopado no Brasil: Após a renúncia de Dom Osvino José Both por razão de idade, o cargo de Arcebispo Ordinário Militar será ocupado por Dom Fernando José Monteiro Guimarães, que deixa a Diocese de Garanhuns, em Pernambuco. (…)

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/bra/articolo.asp?c=817789 do site da Rádio Vaticano.


Felicitamos Dom Fernando Guimarães pela recente nomeação e expressamos nosso sincero desejo e esperança de que obtenha grande êxito em sua nova missão no serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Santa Igreja.

Neste blog, os leitores podem rever as fotos da cerimônia em que Dom Fernando Guimarães procedeu às ordenações sacerdotais do Instituto do Bom Pastor, em 2012, na cidade de Bordeaux, França; um dos ordenados foi o Pe. Daniel Pinheiro, junto com Yvain Cartier e Giorgio Lenzi:

Ordenações Sacerdotais do IBP por D. Fernando Guimarães (junho de 2012)

orden pe daniel