[Aviso] Importante: Horários e indulgências

Assinalamos os horários (indicados já no calendário de novembro) e as indulgências para os próximos dias:

Sexta-Feira, 31/10 – 18:30, Confissões; 19:00, Santo Terço; 19:30, Missa.

Sábado, 01/11, primeiro sábado do mês – 8:00, Confissões; 8:30, Missa.

Domingo, 02/11, Solenidade externa da Festa de Todos os Santos – 09:00, Confissões; 10:00, Missa; Bênção de objetos após a Missa.

Segunda-Feira, 03/11, Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos – 7:00, Missa de Requiem; 7:30, Missa de Requiem; 19:00, Confissões; 19:30, Missa Cantada de Requiem com absolvição sobre a essa.

 

* ALERTA DE INDULGÊNCIA PLENÁRIA *

Uma indulgência plenária, aplicável somente às almas do purgatório, é concedida ao fiel que:

1) entre os dias 1º e 8 de novembro visita devotamente um cemitério e reza pelos defuntos, ainda que só mentalmente;

2) no dia 2 de novembro visita piedosamente uma Igreja ou um oratório e recita um Pater e um Credo.

É preciso cumprir as outras condições para ganhar indulgência plenária: desapego de todo pecado, mesmo venial, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice (essa oração pode ser um Pater e uma Ave Maria ou outra).

Lembrete: com uma só confissão sacramental pode-se lucrar várias indulgências plenárias, mas cada indulgência plenária requer uma comunhão e uma oração pelo Santo Padre. A indulgência plenária nesses dias deve ser aplicada a uma alma do purgatório determinada, ainda que seja dizendo “aquela que mais precisa de vossa misericórdia”.

[Links] Novos textos no site Scutum Fidei

Divulgamos neste post os novos textos publicados no site de estudos Scutum Fidei (já falamos de outras publicações aqui e aqui, por exemplo).

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São quatro os textos:
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1. NOTA SOBRE AS ELEIÇÕES (Pe. Daniel Pinheiro) LINK

“Com o resultado das eleições, muitos católicos têm demonstrando perplexidade, falta de coragem, cansaço na batalha. Uma certa tristeza é natural, mas não pode ser uma tristeza ruim, que nos leva ao abatimento da alma, que nos faz perder a confiança em Deus ou que nos impede muitas vezes de fazer o bem que podemos e devemos fazer aqui e agora. Diante de tudo isso, é bom considerar ou reconsiderar algumas verdades importantes. (…)”

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2. NAMORO CATÓLICO (IV): MEIOS PARA GUARDAR A CASTIDADE  (Pe. François Dantec) LINK

“Os noivos devem saber que a castidade nem sempre é fácil durante o noivado, sobretudo quando este é demasiadamente prolongado. Todavia, eles devem também estar convencidos de que esta castidade lhes será sempre possível, com a ajuda da graça de Deu, com a qual eles poderão sempre contar.  Para guardar a castidade durante todo o noivado, lhes será preciso cumprir certas condições e pôr em prática certos meios sem os quais eles só poderiam chegar a lamentáveis fracassos. (…)”

3. CANONIZAÇÃO E INFALIBILIDADE (I): TEXTOS DO PADRE DANIEL OLS, OP. LINK

“Como se sabe, e como se verá, a veneração litúrgica quanto a certos defuntos nasceu espontaneamente, mas bem rapidamente as autoridades eclesiásticas perceberam a necessidade de uma regulação, para o próprio bem das almas dos fiéis. Era preciso, de fato, assegurar-se, quanto possível, de que a pessoa venerada estivesse verdadeiramente no céu (o que parece ter sido “provado”, no início, sobretudo pelos milagres operados post mortem). (…)”

4. CANONIZAÇÃO E INFALIBILIDADE (II): TEXTOS DE MONSENHOR GHERARDINI LINK

“Já faz algum tempo que se fala novamente deste assunto. O tema é sem dúvida muito interessante. Entretanto, nada nos fazia pensar, até pouco, que a posição alcançada definitivamente com Bento XIV (1) seria novamente colocada em discussão. Para falar a verdade, as últimas intervenções propuseram poucas novidades; apenas chamaram a atenção para a relação entre infalibilidade papal e canonização. (…)”

Esperamos que o leitor aproveite!

VF

[Sermão] O remédio é o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo

Sermão para a Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei

26.10.2014 – Padre Daniel Pinheiro

Aviso dado pelo Padre antes da Missa: Se houver reeleição da candidata à presidência, não deve haver desespero. Se houver a eleição do candidato, não se deve achar que tudo está resolvido. Em ambas as hipóteses, será preciso continuar o árduo combate pelo reino de Cristo sobre a sociedade e sobre nossas famílias.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

“Que os governantes das nações vos honrem publicamente, que os magistrados e juízes vos reverenciem, que as leis e as artes exprimam vossa realeza.” (Hino de Vésperas)

A Festa de Cristo Rei, caros católicos, foi instituída por Pio XI no ano santo de 1925 pela Encíclica Quas Primas. No calendário tradicional, ela se celebra no último domingo de outubro e não no último domingo do ano litúrgico, para deixar claro que Nosso Senhor não é Rei somente no final dos tempos ou na sua última vinda, mas que Ele é Rei desde já, aqui e agora. Antes da instituição da Festa de Cristo rei, havia festas em que o reinado e a realeza de Nosso Senhor eram relembrados – Epifania, Domingo de Ramos –  mas não de forma explícita e direta. O Papa Pio XI quis, então, criar a Festa de Cristo Rei, em que o reinado de Cristo é explicitamente e diretamente reconhecido, confessado e honrado.

Pio XI, na Encíclica Quas Primas deixa muito claro o motivo da instituição da Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei. Diz o Papa:

“Para Nós também soou a hora de provermos às necessidades dos tempos presentes e de opormos um remédio eficaz à peste que corrói a sociedade humana. Fazêmo-lo, prescrevendo ao universo católico o culto de Cristo-Rei. Peste de nossos tempos é o chamado “laicismo”, com seus erros e atentados criminosos. Como bem sabeis, Veneráveis Irmãos, não é num dia que esta praga chegou à sua plena maturação; há muito, estava latente nos estados modernos. Começou-se, primeiro, a negar a soberania de Cristo sobre todas as nações; negou-se, portanto, à Igreja o direito de doutrinar o gênero humano, de legislar e reger os povos em ordem à eterna bem-aventurança. Aos poucos, foi equiparada a religião de Cristo aos falsos cultos e indecorosamente rebaixada ao mesmo nível. Sujeitaram-na, em seguida, à autoridade civil, entregando-a, por assim dizer, ao capricho de príncipes e governos. Houve até quem pretendesse substituir à religião de Cristo um simples sentimento de religiosidade natural. Certos estados, por fim, julgaram poder dispensar-se do próprio Deus e fizeram consistir sua religião na irreligião e no esquecimento consciente e voluntário de Deus.”

O Papa enumera, em seguida, os frutos trágicos dessa apostasia dos indivíduos e dos estados. Alguns desses frutos são os germes de ódio esparsos por toda parte, as invejas e rivalidades entre nações. Frutos desta apostasia são as ambições desenfreadas, que muitas vezes se encobrem com a máscara do interesse público e do amor da pátria, e suas tristes consequências: dissensões civis, egoísmo cego e desmedido, sem outro objetivo nem outra regra mais que vantagens pessoais e proveitos particulares. Fruto desta apostasia é a perturbação da paz doméstica, pelo esquecimento e desleixo das obrigações familiares, o enfraquecimento da união e estabilidade no seio das famílias, e por fim o abalo na sociedade toda, que ameaça ruir.

Dizia isso o Papa em 1925. Quase um século depois, vemos muito concretamente todos esses frutos lamentáveis e muitos outros que talvez o Santo Padre nem tenha imaginado. Ao mal do laicismo deve-se opor, então, o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Cristo é Rei não somente dos indivíduos, mas também das sociedades, das nações, dos estados.

Ele é Rei porque é Deus. Mas Ele é Rei também enquanto homem, em virtude da união hipostática com o Verbo e porque lhe foi dado pelo Pai todo poder no céu e na terra. Ele é Rei também por direito de aquisição, por ter derramado seu sangue na cruz e nos ter redimido. O Reinado de Cristo não é um reinado meramente individual, mas é um reinado social igualmente.

Toda criatura deve se submeter ao criador, ou seja, a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo. A sociedade civil, o estado, é também uma criatura, saída das mãos de Deus. Deus criou o homem como um animal social, como um ser que precisa viver em sociedade para prover com perfeição às suas necessidades. Assim, ao criar o homem, Deus criou também a sociedade. Como toda criatura o estado deve reconhecer o soberano domínio de Deus e se submeter ao soberano domínio de Deus, de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O estado se submete à realeza de Cristo quando os governantes honram publicamente Nosso Senhor Jesus Cristo, quando os magistrados e juízes o reverenciam, quando as leis e as artes exprimem a realeza de Cristo e se conformam às leis da Igreja, quando a verdadeira Igreja de Cristo, a Igreja católica, é reconhecida como tal.

Como nos diz Leão XIII, quando um organismo se corrompe e perece é porque ele deixou de estar sob o efeito das causas que lhe deram forma e constituição. Para fazer esse organismo saudável e florescente de novo, é necessário colocá-lo sob a influência vivificante das mesmas causas de antes. A sociedade, no seu esforço de escapar de Deus, rejeitou a ordem sobrenatural e a Revelação divina, rejeitou a Igreja. A sociedade colocou-se fora da influência do cristianismo, que é manifestamente a mais sólida garantia de ordem, o mais forte vínculo fraterno entre as pessoas, a fonte inesgotável de toda virtude, pública e privada. Ainda segundo Leão XIII, esse sacrílego divórcio – entre o Estado e a Igreja – trouxe ao mundo os problemas que agora o perturbam. Assim, é sob a órbita da Igreja que essa sociedade perdida deve entrar se ela deseja possuir novamente o seu bem, o seu repouso e a sua salvação.

Igreja e estado devem estar unidos sem se confundirem. Devem ser distintos sem separação. Quando se toca à salvação das almas, é a Igreja que tem a palavra e o estado deve se submeter a ela e às suas leis.

O remédio para a sociedade não é o simples antiesquerdismo, nem o simples antiliberalismo, tampouco a simples monarquia – que no Brasil, aliás, nunca brilhou por sua catolicidade exemplar enquanto existiu. A verdadeira solução é o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo, que penetra a sociedade e todas as suas instituições realmente com os princípios católicos. O paganismo da antiguidade – e que já revive em nossos tempos com matizes ainda piores – não foi extirpado por uma doutrina humana, nem por um monarca, mas pela Igreja e pela submissão paulatina da sociedade a Cristo Rei e à sua Igreja.

E esse reinado de Cristo deve começar na nossa alma pelo fato de vivermos na graça divina. Ele deve começar pelas famílias, com o Sagrado Coração entronizado nos lares não só em uma cerimônia, mas efetivamente. Que as famílias tenham Jesus Cristo como o rei do lar e se submetam ao seu jugo suave e leve.

 A festa de Cristo Rei deve nos dar, caros católicos, a mais viva esperança de acelerarmos a tão desejada volta da humanidade a seu Salvador amantíssimo. Devemos fazer também a nossa parte. A Festa de Cristo Rei é, pelas circunstâncias atuais de nossa sociedade, das mais importantes em nossos tempos, caros católicos, e por isso a celebramos com grande solenidade e devoção, para reconhecermos o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo e para o buscarmos em nossas vidas, em nossas famílias e nos ambientes em que vivemos. O Reinado social não será restaurado de uma hora para outra. Ele virá pela nossa conversão a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

[Aviso] Estacionamento – Questão prática

O Padre Daniel pede para avisar que não se deve estacionar nos balões próximos à Capela Nossa Senhora das Dores. O Detran esteve na Capela no último domingo durante a Missa e fez essa advertência. É também uma questão de bom senso, dado o risco que é parar em tal lugar. Portanto, evite-se estacionar nos balões, pelo bom senso e pelo risco de multa.

Aproveitamos para lembrar a programação de amanhã:

10:00 – Missa Cantada seguida de Bênção do Santíssimo Sacramento

Após a Missa e a Bênção – Confraternização. Pede-se a ajuda de todos com os alimentos e bebidas (doces, salgados, sucos).

Será também o dia das eleições. Cada um se organize para votar e votar bem, como católico, para tirar o partido vermelho do poder.

[Aviso] Missa de Cristo Rei, Bênção do Santíssimo e Confraternização

No próximo Domingo, último do mês de outubro, será celebrada a Missa de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei.

Veja a programação:

10:00 – Missa Cantada seguida de Bênção do Santíssimo Sacramento

Após a Missa e a Bênção – Confraternização. Pede-se a ajuda de todos com os alimentos e bebidas (doces, salgados, sucos).

Será também o dia das eleições. Cada um se organize para votar e votar bem, como católico, para tirar o partido vermelho do poder. 

[Sermão] Questões atuais e a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo

Sermão para a Festa de São Pedro de Alcântara

19 de outubro de 2014 – Padre Daniel Pinheiro

 

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

“A boca do justo destilará a sabedoria e a sua língua falará a justiça. A Lei do seu Deus está fixa em seu coração e seus passos não vacilarão.”

Caros católicos, seria uma alegria, para mim, poder falar desse grande Santo, de quem hoje comemoramos a festa: São Pedro de Alcântara. Exemplo de oração, de penitência, de humildade, de fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Todavia, não estamos aqui para fazer os nossos gostos, mas para fazer a vontade de Deus. E conhecemos a vontade de Deus também pelas circunstâncias do momento. E as circunstâncias do momento nos fazem tratar do Sínodo sobre a Família, ocorrido nas últimas duas semanas no Vaticano. As circunstâncias nos fazem voltar, mais uma vez, ao tema da família, do matrimônio. Tema central. A família, a única família que existe: homem e mulher unidos por um vínculo indissolúvel e exclusivo, com os filhos que Deus se dignar mandar é a base da sociedade. É a família que o demônio e o mundo, inimigos de Deus, querem destruir, para não sobrar pedra sobre pedra, para não sobrar meio por onde começar a reerguer a sociedade, para não sobrar meio por onde restaurar tudo em Cristo. Diante desse combate tremendo, caros católicos, é hora de acabar com as picuinhas, com as desavenças nas famílias e começar a formar lares que realmente sejam espelho daquele lar de Nazaré. É preciso que, em meio a todas as dificuldades, mesmo as maiores, os cônjuges carreguem juntos as cruzes para que possam chegar juntos ao céu. Foi para isso que casaram. Que os lares de nossas famílias sejam lares tementes a Deus, onde o que impera é a lei de Cristo Rei, onde o que impera é o Sagrado Coração de Jesus.

Mas voltemos ao Sínodo, caros católicos, porque é nosso dever tratar disso. Esse Sínodo extraordinário sobre a família ocorreu nas duas últimas semanas. Na primeira semana, houve as intervenções dos membros do Sínodo. Na segunda semana, os mesmos bispos se reuniram em grupos formados em função da língua para discutir pontos mais precisos e, depois, votar o relatório final do Sínodo. Ocorre que, no final da primeira semana – segunda-feira, dia 13 – foi publicado um relatório pós-discussão. Esse relatório continha enormidades. Impensável que um documento com tamanhos erros possa ter saído de uma reunião de bispos católicos. Depois, descobriu-se que o documento não correspondia exatamente ao pensamento da maior parte dos bispos, mas foi uma manobra de uma poderosa minoria desejosa de criar um novo Evangelho, diferente do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao ponto de o presidente da Conferência Episcopal da Polônia dizer que esse documento era inaceitável. Ao ponto de um Cardeal Africano, Napier, dizer que o documento era irredimível, porque toda a mídia divulgou o documento como se fosse isso que a Igreja estivesse dizendo em definitivo. Ao ponto de grupos pró-vida afirmarem que se tratava de uma traição à família, e à lei natural. O documento afirmava os pretensos pontos positivos do casamento puramente civil e dos amasiamentos, contra a doutrina clara de Nosso Senhor Jesus Cristo. O documento afirmava a aceitação e a valoração ou valorização da orientação homossexual, contra ensinamento claro da Igreja em sua Orientação no cuidado pastoral das pessoas homossexuais, dada pela Congregação da Doutrina da Fé em 1986. Essa orientação dizia o seguinte: “a particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objetivamente desordenada.”  O documento favorecia também a contracepção. Enfim, um colapso, um novo “Evangelho”. Felizmente, houve, de grande parte dos bispos, fidelidade ao ensinamento de Cristo nesses pontos. Para o relatório final do Sínodo, os parágrafos relativos a isso foram mudados para melhor, mas, ainda assim, foram recusados, pois não atingiram os dois terços exigidos para aprovação. Assim, o relatório final do sínodo, embora não seja perfeito, é completamente diferente do relatório intermediário. Todavia, teremos, no próximo ano, outro sínodo sobre a família. A batalha continua. Esse documento não era, evidentemente, um ato do magistério infalível e nem mesmo um ato de magistério. Todavia, o prejuízo para as almas é enorme. Quantas pessoas agora pensam, por causa desse documento, que a Igreja aceita e incentiva todos esses pecados? Por mais que o relatório final tenha rejeitado essas concessões ao espírito do mundo e ao pecado, os efeitos nocivos são muito grandes.

Não faz muito tempo, caros católicos, falamos aqui sobre o modernismo, e sobre como ele leva a Igreja a adaptar-se ao mundo, ao pensamento do dia. Talvez o sermão tenha sido um pouco abstrato. Nessa semana, nós vimos na prática o modernismo em ação, tentando adaptar a Igreja ao mundo, às ideologias da hora presente. Tanto é assim que o relatório intermediário não trazia citação da Sagrada Escritura ou dos Padres da Igreja ao tratar dos problemas que mencionamos. Claro, não há base nenhuma para essa nova moral ou essa nova pastoral. Por isso, por essa falta de base, os fautores das mudanças e adaptações não dirão: “queremos mudar a doutrina.” Eles dirão: “queremos soluções pastorais.” Mas essas soluções pastorais, caros católicos, propostas por eles são contrárias à doutrina. Como se aplica na prática algo contrário à doutrina? É impossível. Mudando a prática, pouco a pouco, mudarão as mentalidades. E é isso que querem: mudar as mentalidades: para que se aceitem o divórcio e o adultério, para que se considerem normal a orientação homossexual e as uniões desse tipo. Nós terminamos pensado como agimos, caros católicos. Se agimos contra a doutrina de Cristo, vai chegar um momento em vamos desprezar a doutrina de Cristo. Querem uma mudança de pastoral contrária à doutrina – o que é absurdo – para mudar as mentalidades – o que ainda é mais absurdo. Não existe separação entre doutrina e pastoral. A pastoral não deve esquecer a doutrina. E a doutrina em todos esses pontos é clara.

Outro grande erro é achar que ainda se pode discutir na Igreja sobre esses assuntos. Não, esses assuntos já estão definidos pela Igreja, pelos seus ensinamentos bimilenares, recebidos de Cristo. Na Igreja, não se pode discutir sobre aquilo que já está definido. Fazê-lo é um grande erro e supor uma possível mudança quanto a esses aspectos. É um erro contra a fé, um pecado contra a fé.

Recorramos também à História, caros católicos. São João Batista foi decapitado por defender o verdadeiro matrimônio, contra o adultério de Herodes. Toda uma nação, a Inglaterra, separou-se da Igreja católica porque o rei Henrique VIII queria anular seu casamento sem ter motivo para isso, a fim de casar de novo. O Papa recusou porque não tinha fundamento para declaração de nulidade. São João Batista ou o Papa poderiam ter dito: não é o ideal, mas é um passo no bom caminho. Não fizeram porque não é um passo no bom caminho, mas, sim, uma ofensa a Deus. A Igreja sempre foi firme nessas questões, chegando ao ponto de ter de sofrer a perda de toda uma nação, mas sem ceder naquilo que nos foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nessas situações complicadas, é preciso exercer a misericórdia. Mas a misericórdia não é fazer da Igreja uma casa que acolhe e aceita tudo, como se tudo tivesse um aspecto positivo e isso bastasse. A Igreja exerce a sua misericórdia buscando efetivamente tirar as pessoas da miséria, isto é, do pecado, dando para elas os meios para sair do pecado: distribuindo a graça de Deus, fazendo suas orações, pronta para perdoar todo e qualquer pecado, desde que a pessoa esteja disposta a se converter. A Igreja ama os homens e por isso mesmo quer que eles alcancem o céu, o que só pode ser feito quando se observa a vontade de Deus, ou seja, quando se observam os mandamentos. É crueldade fazer a pessoa acreditar que a sua alma está em bom estado quando na verdade ela se encontra em pecado mortal. É crueldade fazer que uma pessoa que vive em concubinato pense que está tudo bem, que há pontos positivos nessa união não matrimonial e que isso basta. A Igreja é boa e, por isso mesmo, ensina a verdade, o que é obra valiosíssima de misericórdia espiritual.

O problema é que tudo hoje se centra no homem e não mais em Deus. Nós vemos isso muito concretamente, como dizia o Cardeal Burke em uma de suas recentes entrevistas, na reforma litúrgica ocorrida na Igreja. A liturgia nova é um sintoma desse antropocentrismo. E esse antropocentrismo se manifesta e vai se manifestar em outros aspectos da vida da Igreja e a consequência será tentar dobrar a Igreja ao gosto de cada indivíduo, para que ele se sinta bem.

Nós vivemos há 50 anos o abandono da doutrina católica para adaptar a Igreja ao homem, ao mundo. Esse abandono da doutrina leva também, ainda que lentamente, ao abandono da moral. A doutrina católica é una. Se um ponto é negado, todo o edifício vai desabar. O abandono de uma verdade leva ao colapso de tudo. O abandono do dogma leva ao desmoronamento da moral. A moral se apoia na doutrina e não subsiste muito tempo sem ela. Hoje, nós estamos chegando nesse ponto, na negação dos primeiros princípios da moral católica: negação do matrimônio indissolúvel e exclusivo entre homem e mulher.

Haveria ainda muito a dizer sobre o assunto, caros católicos. Se a segunda-feira, com o relatório intermediário, foi um dia de choro, e de lamentação, e de tristeza profunda para o católico, como Jeremias diante de Jerusalém abandonada e pisada pelos inimigos, o sábado, com o relatório final, foi um dia de esperança, sob a proteção de Nossa Senhora.

Lembremo-nos das palavras de São Paulo aos Coríntios, capítulo 6: “Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos… hão de possuir o reino de Deus.” É esse o ensinamento de Cristo. Qua não muda.

Lembremos a doutrina e a prática católica. A comunhão dos divorciados recasados seria adestruição completa da moral sexual católica. Os divorciados recasados são os católicos casados na Igreja, em seguida divorciados que, depois, se juntaram com outra pessoa e vivem como se casados fossem. A comunhão aos divorciados recasados seria a autorização de uma relação extraconjugal, com o casamento anterior que ainda existe. Além disso, com essa comunhão aos divorciados recasados, se destroem três sacramentos: o sacramento de matrimônio, da comunhão e da confissão. É destruído o sacramento do matrimônio porque a comunhão dos divorciados recasados iria contra a indissolubilidade e a exclusividade do matrimônio. É destruído o sacramento da comunhão porque se admitiria à comunhão alguém que está objetivamente em estado de pecado mortal. É destruído o sacramento da confissão porque a pessoa não estaria obrigada a confessar um pecado mortal e corrigir-se dele para poder receber o perdão divino. E, com isso, se abrem as portas para tudo. Se é possível fazer isso com esse pecado mortal, por que não é possível com outros? A comunhão aos divorciados recasados nunca foi, não pode ser, nem nunca será condizente com a doutrina e a pastoral de Cristo sobre o matrimônio. Diga-se o mesmo com os chamados eufemisticamente novos modelos de família. Existe um só modelo de família: pai, mãe, e filhos. Não se pode servir a dois senhores, a Cristo e ao mundo. É preciso servir a Cristo. Para os divorciados recasados, há apenas duas soluções possíveis. Ou se separam. Ou, se já possuem filhos que ainda precisam ser criados, devem viver como irmãos. Com a graça de Deus, é possível.

Lembremo-nos, caros católicos, de que a nossa luta é contra as potestades infernais. Devemos vigiar e orar. Não devemos recorrer a soluções fáceis e erradas, como seria dizer: o Papa Francisco não é o Papa. Sim, é ele o Papa, infalível somente sob certas condições bem precisas. Recorramos àquela que é nossa vida, a nossa doçura e a nossa esperança: Maria. E, pela nossa pátria, recorramos também a São Pedro de Alcântara.

Peço que rezem, caros católicos, pelos pastores. Em primeiro lugar pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Também pelos bispos e pelos padres, também por esse que aqui vos fala. Rezem, rezem muito pelo clero, para que seus membros possam transmitir aquilo que receberam do Senhor. Se o clero é bom, muda a face da terra. Se o clero é ruim, destrói tudo. Rezemos muito a Nossa Senhora.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

[Sermão] Os deveres dos brasileiros na devoção à Nossa Senhora Aparecida

Sermão para a Festa de Nossa Senhora Aparecida
12 de outubro de 2014 – Padre Daniel Pinheiro

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Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Ave Maria.

ND-Aparecida-patrona-BrasiliaeCaros católicos, desde o seu descobrimento pelos portugueses, Maria, Mãe de Deus e nossa, é venerada no Brasil. Quis, porém, a divina providência, que dispõe todas as coisas com suavidade e força, segundo a sua sabedoria, que um episódio no Rio Paraíba, no interior do estado de São Paulo, incrementasse ainda mais essa devoção filial dos brasileiros por Nossa Senhora. Em 1717, três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, pescavam, sem sucesso, havia longas horas. Eis, então, que João Alves lançou mais uma vez a rede e colheu, do fundo do Paraíba, o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Em seguida, lançando mais abaixo novamente a rede, colhe a cabeça dessa mesma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Tendo guardado as duas partes da imagem com cuidado, continuaram a pesca, com grande sucesso, ao ponto de terem que parar para não naufragarem, tal a quantidade de peixes. Que esteja aí o dedo de Deus, não há muita dúvida. Maria Santíssima, por meio da veneração dessa imagem encontrada decapitada no fundo de um Rio, começou a conceder favores, graças, milagres aos que vinham venerá-la. Construiu-se um oratório. A devoção foi se espalhando na região e em todo o país. Cada vez mais pessoas recebiam os favores de Nossa Senhora da Conceição, que recebeu o nome de Aparecida, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. No ano de 1900 tiveram início as peregrinações diocesanas ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia 8 de setembro de 1904 a imagem veneranda foi coroada por ordem do Santo Padre, que era São Pio X. Estavam aí os representantes do clero, um grande número de fiéis e mesmo o presidente da república estava representado.  Foi, porém, somente em 1930, em 16 de julho, Festa de Nossa Senhora do Carmo, que o Papa Pio XI decretou Nossa Senhora Aparecida como padroeira principal de todo Brasil. Pouco tempo depois, em 31 de maio de 1931, O cardeal Leme consagrou o Brasil a Nossa Senhora Aparecida, com as mesmas palavras que iremos utilizar após a Missa para entregar o Brasil nas mãos de Maria.

Nossa Senhora, sob o título de Aparecida, é, então, padroeira de nossa pátria. E, como padroeira, Maria Santíssima tem, se podemos assim dizer, certas obrigações para conosco. E nós temos nossas obrigações para com ela. Maria, como Padroeira do Brasil, intercede por ele, nos alcança graças, vigia sobre nosso povo, nossas famílias. Todavia, Nossa Senhora, não pode nos ajudar mais do que queremos ser ajudados. Precisamos, então, nós cumprir os nossos deveres de súditos de Maria Santíssima, para que ela possa nos procurar maiores favores, maiores graças, e a restauração de nosso país como uma sociedade católica, como é a sua vocação desde a providencial colonização portuguesa. Se em nosso país a derrocada ainda não foi completa (por exemplo, com a instauração de uma ditadura anticristã, ou com a aprovação plena do aborto), é unicamente em virtude da mão protetora de Nossa Senhora Aparecida. Apesar da infidelidade nossa, apesar da infidelidade da maior parte de nós brasileiros e dos nossos chefes, Nossa Senhora ainda tem nos preservado de males maiores. Nossa Senhora não deixa de cumprir, como Padroeira, aquilo que é o seu dever. Precisamos, também nós, caros católicos, cumprir nossos deveres para com a nossa padroeira. Se cumprirmos nossos deveres para com Maria, ela poderá nos ajudar realmente como quer, como deseja, nos conduzindo à santidade e ao céu.

Precisamos fazer a nossa parte, precisamos reconhecer Maria como padroeira da nossa pátria não somente em teoria, mas também na prática. Nosso primeiro dever é recorrer a ela, rezar a Nossa Senhora Aparecida, para que ela proteja o Brasil e para que faça que nosso caro país se submeta às leis de Cristo e da sua Igreja. Rezar, invocar Nossa Senhora Aparecida pelo país, mas também pelas famílias, pois um país não é um ente abstrato, mas é formado pelas famílias que o compõem, por nossas famílias. Peçamos a Nossa Senhora Aparecida, então, pelas famílias, pelas nossas famílias em primeiro lugar, e peçamos que ela reine sobre as famílias, juntamente com o Sagrado Coração de Jesus. Rezar pelas famílias, mas também pelos governantes. Não se enganar nem ofender a Deus, pensando que nem adianta rezar por tal ou tal governante. Não tenham dúvida, caros católicos, adianta e muito rezar pelos governantes, ainda que sejam os mais iníquos. Deus, se Ele quiser, pode amolecer qualquer coração, por mais endurecido que seja. É preciso também rezar pelo clero brasileiro, para que possa ensinar realmente a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que possa santificar as almas, para que posa governar o povo, dirigindo-o a Deus. Rezar pelo clero, pelas famílias, pelos governantes, pelo povo todo.

Nosso segundo dever, depois da oração, é procurar viver como dignos filhos de Maria Santíssima. Seremos dignos filhos dela se nos assemelharmos a ela, procurando imitar as suas virtudes no nosso estado de vida. Seremos dignos filhos de Maria se nos assemelharmos a Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos, então, procurar honrar nossa padroeira e a mãe do Brasil, nos comportando em dignos filhos dela.

Nosso terceiro dever, caros católicos, é reconhecer, com grande gratidão, todos os bens que ela nos deu. Pela intercessão dela, temos recebido todos os bens das mãos de Deus. Todo bem que recebeu e recebe o Brasil vem por meio de Nossa Senhora.

Assim dispostos, quer dizer, invocando-a, procurando imitá-la e gratos, Maria Santíssima poderá nos ajudar com abundância ainda maior e livrar nosso país dos mais terríveis erros, que rejeitam Deus e suas leis santas. Procuremos ter uma verdadeira devoção a Nossa Senhora Aparecida, caros católicos.

Na hora em que começarmos a cair no desânimo ou na desesperança, recorramos a Nossa Senhora. Também os pescadores já estavam desanimados na sua longa e estéril pesca… até encontrar Maria. Devemos ir a Maria.

Glória a vós, Maria, que esmagais as heresias e o demônio: sede nossa bondosa guia. Glória a vós, refúgio dos pecadores, intercedei por nós junto ao Senhor. Glória a vós, Maria, Senhora do Brasil sob o Título de Nossa Senhora Aparecida, tende piedade de nós e conduzi esse vosso povo ao vosso Filho, Jesus Cristo.

É preciso rezar o Terço, caros católicos. Ele é a arma da nossa esperança.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

[Sermão] O Santo Rosário: arma de nossa esperança

Sermão para a Solenidade da Festa do Santo Rosário
5 de outubro de 2014 – Padre Daniel Pinheiro

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Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Ave Maria.

“Que, meditando nos mistérios do Sacratíssimo Rosário da Santíssima Virgem, aprendamos a viver as lições que eles encerram, para alcançarmos as graças que prometem.” (Coleta da Missa)

Caros católicos, os tempos não são fáceis. Diante de tantas dificuldades e diante dos maiores absurdos contra a lei divina, natural e revelada, diante das afrontas a Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua Igreja, diante dos ataques constantes à família e às verdadeiras virtudes individuais e sociais, existe uma grande tentação de desespero ou de profundo desânimo da parte da alma católica. Dirigindo-se a Deus em um lamento, essa alma pode chegar ao excesso de dizer: “Meu Deus, é impossível ser um bom católico nesse mundo atual, é impossível educar bem, para a virtude, para o céu, os nossos filhos.” Diante de tantos males, essa é uma grande tentação.

Todavia, caros católicos, face a essa situação quase incompreensível para quem guarda um pouco de bom senso, é preciso manter a esperança. A esperança é uma das três virtudes teologais, ao lado da fé e da caridade. São chamadas de virtudes teologais porque se referem diretamente a Deus. A fé se refere a Deus enquanto Ele é a verdade primeira, que não se engana nem nos engana, e à qual devemos aderir. A caridade se refere a Deus enquanto Ele é o Sumo Bem, que deve ser por nós amado em si mesmo. A esperança se refere a Deus enquanto Ele é a nossa bem-aventurança eterna. A esperança é a virtude sobrenatural infundida por Deus em nossas almas pela qual esperamos com confiança firmíssima que Deus nos dará a bem-aventurança eterna e os meios necessários para alcançá-la. Essa esperança é fundada na onipotência e na misericórdia divinas. E, claro, precisamos nós fazer a nossa parte, sendo fiéis às graças que Deus nos dá e procurando sermos católicos fiéis. Sem a esperança, ficaremos paralisados diante do triunfo aparente do mal.

Podemos e devemos, então, caros católicos, ter essa confiança firmíssima de que Deus nos dá os meios para alcançarmos o céu. Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, mesmo nesse estado atual da sociedade, Deus nos dá os meios e meios abundantes para nos convertermos, para perseverarmos na graça. Podemos ter essa esperança firme porque Deus é onipotente e misericordioso. Se Ele é onipotente, Ele tem, efetivamente, os meios para nos ajudar. Se Ele é misericordioso, Ele quer realmente nos ajudar, nos tirando de nossas misérias. Não poderíamos esperar em alguém que pode nos ajudar, mas que não quer nos ajudar, assim como não podemos esperar em quem quer nos ajudar, mas que não tem os meios para isso. Mas devemos esperar em Deus que é onipotente e misericordioso. Ele pode e quer nos ajudar.

Deus Nosso Senhor quis que vivêssemos nessas circunstâncias em que nos encontramos atualmente. E mesmo nessas circunstâncias, Ele não nos abandona, Ele nos dá os meios para sermos bons católicos, para educarmos as crianças. Do contrário, precisaríamos afirmar que Deus é um Deus cruel, que nos colocou em situação na qual é impossível nos salvarmos. Um Deus que exige que sejamos santos, mas não nos dá os meios para tanto, seria um Deus cruel. Deus nos dá, mesmo nessa sociedade corrompida nos seus mais profundos fundamentos, meios abundantes para nossa santificação. Não devemos ceder ao desânimo, nem nos desesperar, nem nos exasperar. Devemos, isso sim, manter essa esperança sobrenatural e fazer a nossa parte, esforçando-nos para vivermos como bons católicos.

Para preservar essa esperança, é preciso, primeiramente, ter uma fé viva. A esperança é esperar da onipotência divina e da sua misericórdia o céu e os meios para alcançá-los. Para ter esperança em alguém, eu preciso, antes, acreditar nesse alguém. Antes de ter esperança, preciso ter uma fé viva. Uma fé viva não é um sentimento. Uma fé viva é aquela que, pela adesão às verdades reveladas, nos possibilita realmente ter uma visão sobrenatural das coisas, enxergá-las sempre a partir da eternidade. Não devemos reduzir – e seria erro grave fazê-lo – nossa vida a algo puramente natural, como se não contássemos com a ajuda de Deus ou como se nossa vida se limitasse a esse mundo. Devemos ver as coisas com espírito de fé, com espírito sobrenatural, sabendo que Deus governa todas as coisas, permitindo os males como castigo e para tirar deles um maior bem. É Deus quem governa todas as coisas, mesmo quando tudo parece perdido. Na Cruz, quando tudo parecia perdido, na visão ainda muito terrena dos apóstolos e da maioria dos discípulos, Nosso Senhor triunfava. Devemos saber que estamos nesse mundo para alcançar a vida eterna. Portanto, espírito de fé e visão sobrenatural das coisas. Não olhar as coisas com uma lupa e com uma visão humana, mas olhá-las a partir da visão divina, o que nos é possível pela fé e pela esperança.

Além da fé viva e da consequente visão sobrenatural das coisas, é preciso, para ter uma esperança sobrenatural, que procuremos, seriamente, exercer as virtudes, que procuremos seriamente amar a Deus, praticando os seus mandamentos. Não podemos esperar realmente de Deus se não fizermos a nossa parte. E, claro, é preciso oração. É preciso rezar sempre, nos diz Nosso Senhor.

Os meios de se preservar a esperança estão contidos no Santo Rosário, caros católicos. Os remédios para vencermos esses nossos tempos difíceis estão resumidos no Santo Rosário. O Papa Leão XIII, pontífice durante longos anos no final do século XIX e bem no início do século XX, costumava escrever no mês de outubro uma Encíclica sobre o Rosário. Ele o fazia porque entendia que era o Rosário remédio muito eficaz contra os males do tempo. E quais eram os males do tempo de Leão XIII? Exatamente os mesmos males que nós temos hoje. A diferença é que naquela época os males ainda estavam nas sementes, nos princípios. Hoje, nós vemos esses males nas suas consequências concretas e claras: o indiferentismo religioso, a Igreja em pé de igualdade com outras religiões, o relativismo moral, o laicismo. E não há dúvida, caros católicos, ao lado do Santo Sacrifício da Missa, ao lado dos sacramentos, a nossa grande arma é o Santo Rosário. O Santo Rosário é a arma da nossa esperança.

O Santo Rosário é a arma da nossa esperança, antes de tudo, porque ele é uma oração excelente. Excelente porque é composta das mais perfeitas orações, que são o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Credo. Excelente na sua origem porque nos foi dado por Nossa Senhora, há vários séculos, por meio de São Domingos, cuja relíquia está sobre o altar.

O Santo Rosário é a arma da Nossa Esperança porque ele nos traz uma fé viva e uma visão sobrenatural das coisas a partir da consideração dos mistérios da vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora.

O Santo Rosário é a arma da nossa esperança porque ele nos incita à virtude, nos fazendo meditar o exemplo perfeito de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, contido nos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos.

O Santo Rosário é a arma da nossa esperança porque a história mostra a sua eficácia. Foi por ele que são Domingos converteu os hereges cátaros. Foi por ele que os católicos venceram, na batalha de Lepanto, o flagelo maometano, que ameaçava a cristandade.

O Santo Rosário é a arma de nossa esperança porque é a oração mais agradável a Nossa Senhora, nossa medianeira e nossa Mãe. Nossa Senhora não ficará surda ao terço bem rezado. E Nossa Senhora esmaga todas as heresias e todos os erros. Ela há de esmagar também os erros dos nossos tempos, se recorrermos a Ela pelo Santo Terço. Ela há de esmagar o modernismo, ela há de esmagar o laicismo, ela há de esmagar o relativismo.

É urgente, caros católicos, pegarmos esse objeto simples, de 59 contas e um crucifixo, e começarmos a rezar com confiança em Nossa Senhora e em Deus. É urgente e obrigação nossa rezar o Terço diariamente. Não adianta lamentar os males de nossa época, se não recitamos essa oração simples, mas eficaz, que é o Santo Terço. É urgente e necessário recitar o Terço diário, caros católicos, e procurar rezá-lo em família. Pai, mãe e filhos. Não é exortação piedosa piegas, caros católicos. É meio para se guardar a fé, a esperança e a caridade. É meio de perseverarmos no bem nesses tempos de calamidade religiosa e moral.

Aqueles que ainda não rezam o Santo Terço diariamente, aproveitem o mês de outubro, mês do rosário, instituído como tal justamente por Leão XIII, para tomar a resolução de recitar o Terço diariamente. Aqueles que já o rezam diariamente poderiam tentar, com generosidade, rezar o Rosário, que, tradicionalmente, são três Terços.

É preciso rezar o Terço, caros católicos. Ele é a arma da nossa esperança.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

[Sermão] O modernismo, a pior das heresias

Sermão para o XVI Domingo depois de Pentecostes
28 de setembro de 2014 – Padre Daniel Pinheiro

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Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Ave Maria.

Caros católicos, no último dia 3 de setembro, a Igreja comemorou a festa do Papa São Pio X. Giuseppe Sarto foi pároco de uma pequena cidade, Bispo de Mântua, cardeal Patriarca de Veneza e, finalmente, Papa, de 1903 a 1914. Nós estamos, então, no ano do centenário de seu falecimento. São Pio X foi um Papa Santo, que soube governar a Igreja com as virtudes de um verdadeiro chefe e pai. Dentre os melhores e mais importantes atos de São Pio X está o combate veemente que ele fez ao pernicioso erro do modernismo, que ele chamou de síntese de todas as heresias ou, segundo outras traduções, de esgoto coletor de todas as heresias. Esse erro que São Pio X combateu com tanta força resistiu ao tempo e triunfou mesmo no seio da Igreja, com tantos danos para as almas.

O modernismo, síntese de todas as heresias, destrói a religião católica, caros católicos. O modernismo se baseia em dois princípios da filosofia moderna: o agnosticismo e o imanentismo. O modernismo se baseia no agnosticismo. Isto significa que o modernismo nega que nós possamos conhecer a verdade objetiva tal como ela é. Não podemos conhecer as coisas tais como elas são, mas temos simplesmente impressões das coisas nos diz esse erro. Assim, também não podemos conhecer se Deus existe ou não. Deus não pode se revelar aos homens, nos dizendo verdades a crer ou coisas a fazer. Enfim, não temos acesso a Deus. Não podemos saber se Ele existe e Ele não pode se revelar a nós. Esse erro do agnosticismo é próprio da filosofia moderna, e tem seu início com Descartes, passando por Kant e outros filósofos modernos.

Essa impossibilidade de conhecer a realidade exterior – que a filosofia moderna afirma erroneamente – fecha o homem em si mesmo, no mundo das suas ideias. Assim, para o homem só tem valor o que sai dele mesmo, passa a ser verdade unicamente o que tem origem nele. Só serve para o homem o que emana dele mesmo. É o princípio da imanência. O modernismo nega, então, que a religião seja revelada por Deus aos homens e afirma que a religião vem do próprio homem, de um confuso sentimento religioso que está no homem. A religião não seria nada mais do que esse sentimento que está no homem. Os dogmas nada mais seriam do que a expressão imperfeita e sempre inadequada desse sentimento que está no homem. A doutrina católica nada mais seria do que uma invenção dos homens para satisfazer esse sentimento religioso. Mas, como o sentimento é algo que muda ao longo do tempo, seria preciso mudar também a doutrina católica, os dogmas, para adaptar tudo isso ao sentimento religioso que muda. Os dogmas devem evoluir. Se hoje, por exemplo, as pessoas já não aceitam mais a indissolubilidade do matrimônio, seria preciso mudar isso, para satisfazer o sentimento religioso das pessoas. Nós vemos, então, que o modernismo torna a religião algo puramente subjetivo, ao negar que nós podemos conhecer a existência de Deus, ao negar que Deus pode se revelar a nós e ao afirmar, em contrapartida, que só tem valor o que vem de nós. Cada um faz a sua própria religião, desde que se sinta bem na religião que fabricou ou escolheu. Assim, se a pessoa já não se sente bem na Igreja Católica porque ela quer se divorciar e casar novamente, ela passará para uma seita qualquer, onde pode fazer o que bem entende e se sentir bem com isso, achando que, se sentindo bem, estará em união com Deus. O homem toma o lugar de Deus e faz a sua própria religião, define as suas verdades. Tudo, no modernismo, deve ser voltado para o homem. A religião não é mais para aderir às verdades que Deus revelou e para amá-lo fazendo a vontade dEle. Não, a religião passa a ser simplesmente algo para satisfazer o homem, em função do homem. A religião passa a ser algo para fazer o homem se sentir bem e ela tem que se adaptar à mentalidade dos homens para que eles se sintam bem. É exatamente isso que nós vemos hoje em dia. Muitos querem adaptar a Igreja Católica à mentalidade moderna. Já não se aceita mais a noção de uma sociedade hierárquica: é preciso igualar sacerdotes e leigos. Esses últimos devem distribuir a comunhão, devem fazer as leituras, devem usar roupas de distinção, etc. Já não se aceita mais a diferença entre homem e mulher: é preciso que a mulher seja ordenada sacerdotisa. Já não se aceita mais a noção de sacrifício: é preciso tentar reduzir a Missa a uma mera ceia, a uma mera refeição. Já não se aceita mais o teocentrismo: é preciso colocar a liturgia em vernáculo, é preciso que o padre esteja virado para o povo. Já não se aceita mais a indissolubilidade do matrimônio: é preciso dar a comunhão aos católicos divorciados recasados. Já não se aceita mais a possibilidade do pecado: não é preciso mais confessar e o padre não deve falar sobre o pecado no sermão.  Já não se aceita mais a presença real de Cristo em corpo, sangue, alma e divindade nas espécies consagradas: é preciso dizer que se trata de uma presença simbólica. Já não se aceita mais um estado que confesse a religião católica: é preciso defender o estado laico. E assim por diante, caros católicos. Quantas consequências funestas do modernismo que nós vemos por toda parte mesmo nos meios católicos.

Além disso, caros católicos, é forçoso constatar que cada um tem um sentimento religioso distinto, de forma que alguns podem satisfazer esse sentimento religioso com o catolicismo, outros com o protestantismo, outros com o islamismo, outros com a umbanda, etc. E tudo o que satisfaz o sentimento religioso é verdadeiro. Consequentemente, todas essas religiões ou doutrinas são verdadeiras, na medida em que satisfazem o sentimento religioso de uma pessoa ou de um grupo. Esse entendimento da fé como sentimento, entendimento que é próprio do modernismo, leva à mais completa indiferença religiosa: todas as religiões passam a se equivaler, todas as religiões são boas, pois há pessoas que se sentem bem nelas. Quantas vezes ouvimos: o importante é a pessoa se sentir bem. O importante não é a pessoa se sentir bem. Se sentir bem ou mal não tem muita importância. O importante é a pessoa fazer o bem, seguindo a vontade de Deus, cumprindo os mandamentos. Nosso Senhor, no Jardim das Oliveiras, ao dizer que sua alma estava triste até à morte, não estava se sentindo bem, caros católicos. Mas fazia a vontade de Deus. Na cruz, Nosso Senhor, ao dizer “Meu Deus, Meu Deus por que me abandonaste?”, não estava se sentindo bem, mas estava fazendo um grande bem, Ele estava fazendo a vontade de Deus para nos redimir.

O quanto o modernismo e suas consequências são opostas à realidade das coisas deve estar muito claro para todos nós. O modernismo, baseando-se na filosofia moderna, destrói tudo. Não sobra pedra sobre pedra, como vimos. Vejamos a verdade das coisas, baseada na sã filosofia e na doutrina católica. Que Deus existe, caros católicos, nós podemos conhecer pela nossa razão. Aristóteles, filósofo pagão, já havia provado a existência de Deus. Do nada, nada se faz. Do caos ou do acaso não pode vir a ordem. Do menor ou do menos perfeito não pode vir o maior ou o mais perfeito. É preciso um ser que criou tudo o que existe e que não foi criado. Com coisas tão perfeitas na natureza e com tanta ordem, é preciso uma inteligência que pensou e executou tudo quanto existe. É irracional negar ou duvidar da existência de Deus. Como nos diz a Sagrada Escritura: dixit insipens in corde suo, non est Deus (disse o tolo em seu coração, Deus não existe). É preciso realmente ser tolo ou estar cego pelas paixões desordenadas para não chegar à conclusão de que Deus existe. Deus existe e sendo um ser inteligente e onipotente, Ele pode se comunicar a nós, Ele pode se revelar a nós. E nós, sendo também seres inteligentes, podemos receber a revelação divina e podemos ser elevados por ela. E nossa razão nos mostra que se Deus nos fala, devemos aderir de modo absoluto, com certeza absoluta e sem nenhuma dúvida, porque Deus não pode se enganar nem nos enganar. E Ele, de fato, se revelou a nós. Deus nos falou e enviou seu próprio Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos mostra sua missão divina ao longo de todo o Evangelho, com obras divinas, com ensinamentos divinos. Nosso Senhor nos falou e Ele fundou sua Igreja, sobre Pedro, para perpetuar até a consumação dos séculos a sua obra redentora, para guardar intactos os seus ensinamentos. É a Igreja católica. Não somos nós, caros católicos, que criamos a religião, segundo nossos gostos. É Deus que no-la dá. Foi Deus que se dignou em obra de infinita misericórdia nos falar de si mesmo. A nós cabe agradecer a Deus tão imensa bondade e aderir de toda a nossa alma e de todo o nosso coração a Ele que é imutável e que nos comunicou verdades imutáveis. Não podemos mudar aquilo que nos foi dado por Cristo. Não podemos mudar o credo, não podemos mudar a doutrina da Igreja, a moral da Igreja, não podemos mudar a constituição da Igreja. Não podemos querer adaptar a Igreja ao mundo, mas devemos querer converter o mundo à Igreja.

O Papa São Pio X, de quem comemoramos o centenário de nascimento para o céu nesse ano de 2014, em sua Carta chamada Notre Charge Apostolique, dirigida aos Bispos franceses, a respeito de um movimento chamado Sillon afirmou: “os verdadeiros amigos do povo não são os revolucionários nem os inovadores, mas os tradicionalistas.”

Tradição não quer dizer, porém, imobilismo completo. A Tradição da Igreja compreende diferentes aspectos. Alguns podem mudar outros não. O depósito da fé, os ensinamentos infalíveis de fé e moral não podem ser mudados. Aquilo que foi revelado aos apóstolos por Cristo ou pelo Espírito Santo e que se transmite de geração em geração não pode ser mudado. Essa tradição chama-se tradição divina. Ela não pode ser mudada. Existe também a tradição eclesiástica, que são todas as coisas que não são intrínsecas ao depósito da fé, mas que são o patrimônio e a herança das gerações precedentes transmitidas para as gerações subsequentes pela Igreja. Na tradição eclesiástica pode haver certas mudanças. Não se exclui a aceitação de mudanças legítimas naquelas partes da tradição que podem mudar. Na medida em que uma mudança não é uma novidade, na medida em que a mudança é feita por quem tem autoridade para fazê-la, na medida em que não se rejeita a legitimidade do que veio antes e na medida em que a mudança é realmente necessária, a mudança pode ser possível e legítima. Em algumas coisas a tradição pode ser mudada em outras não. Nos aspectos em que a tradição eclesiástica pode ser mudada, a mudança deve ser baseada na própria natureza desse aspecto da tradição. Por exemplo, os ritos litúrgicos só podem ser mudados quando as mudanças são realmente orgânicas, sem rupturas, sem fabricações artificiais, e quando as mudanças servem para expressar mais perfeitamente a fé e quando a composição das orações expressa melhor a intenção da Igreja e quando as orações são tornadas, desse modo, mais eficazes (para estudo mais completo sobre o assunto, ver Topics on Tradition, do Padre Chad Ripperger). Assim, podemos citar como exemplo de mudança bem feita a introdução na idade média da elevação das espécies logo após a consagração, para expressar mais perfeitamente a fé na presença real e substancial de Cristo. Uma mudança na liturgia não pode destruir todo

o edifício litúrgico desenvolvido sabiamente ao longo dos séculos, nem amenizar a profissão de fé, diminuindo, por exemplo, os gestos que confessam a presença de Cristo na Eucaristia, diminuindo as genuflexões do padre, diminuindo o cuidado com as partículas consagradas, etc. Coisa que, infelizmente, aconteceu com a liturgia nos últimos 40 anos. Enfim, nenhuma parte da tradição deve ser mudada, exceto quando a mudança favorece realmente o crescimento na fé daqueles que são os destinatários da tradição e quando essa mudança está de acordo com a natureza daquilo que vai ser mudado. A fé é o princípio constante que deve sempre guiar qualquer mudança nesses aspectos passíveis de mudança na tradição. Se a mudança diminui a expressão da fé ou se ela diminui a fé dos membros da Igreja, não será uma mudança boa.

Diante de tal grave erro, que é o modernismo – a pior das heresias – devemos ter uma fé sólida, profunda, viva. Devemos com alegria aderir à revelação de Deus, que nos falou pelos profetas e por seu próprio Filho. Devemos ter uma fé viva, que age pela caridade, pelo amor a Deus e ao próximo. Para ter essa fé, devemos, antes de tudo, pedi-la a Deus. Devemos ter uma vida séria de oração e devemos buscar conhecer, segundo nosso estado e nossa condição, a doutrina da Igreja. Devemos também ter um amor profundo pela tradição eclesiástica, por essas coisas que se foram formando ao longo dos séculos a partir do conhecimento profundo que a Igreja tem de nossa natureza humana e da doutrina de Cristo. Como diz São Paulo: “que Cristo habite pela fé em nossos corações, para que, fundados na caridade possamos compreender a latitude e a longitude, a altura e a profundidade do amor de Cristo para conosco.”

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

[Aviso] Missa nessa segunda-feira: Dedicação de São Miguel Arcanjo, Festa de 1ª Classe

 


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FESTA DA DEDICAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO

Missa Cantata

29 de setembro de 2014, às 19h30,

na Capela Nossa Senhora das Dores


“A Festa que nós celebramos hoje não é simplesmente a Festa de São Miguel Arcanjo, mas é a Festa da Dedicação de São Miguel Arcanjo. Que dedicação é essa? Originalmente, se trata, provavelmente, da dedicação a São Miguel Arcanjo, feita nos primeiros séculos, nos subúrbios de Roma, de uma Igreja que ficava próxima à Via Salaria. Esse é, talvez, o significado original da Festa. Todavia, ela significa, hoje, a dedicação da Igreja Católica a São Miguel Arcanjo, que é, então, defensor da Santa Igreja. (…) São Miguel é como o anjo da guarda da Santa Madre Igreja, como o foi do povo judeu. E como anjo da guarda ele defende a Igreja constantemente dos males e perigos. Ele combate os demônios para que não façam tanto dano quanto gostariam de fazer. Ele favorece e inspira boas decisões aos membros da hierarquia. Ele oferece a Deus nossas orações: no momento da incensação no ofertório se invoca especificamente a intercessão de São Miguel Arcanjo.” Sermão do Pe. Daniel na festa da dedicação de São Miguel, 2013)

[Sermão] A correção fraterna e os erros opostos

Sermão para o XV Domingo depois de Pentecostes
21 de setembro de 2014 – Padre Daniel Pinheiro

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Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Ave Maria.

“Irmãos, se algum homem for surpreendido em algum delito, vós, que sois espirituais, admoestai-o com espírito de mansidão e considerando a si mesmo, para que não caia também em tentação.”

Na Epístola de hoje, caros católicos, São Paulo nos fala da correção fraterna. A correção fraterna é obra de misericórdia espiritual, é ato de caridade. Como sabemos, a caridade não é amar o outro de maneira sentimental ou simplesmente concordar com tudo o que a outra pessoa faz porque ela se sente bem ao fazê-lo. Continuar lendo

[Sermão] O coração doloroso de Nossa Senhora

Sermão para a Festa de Nossa Senhora das Dores
15 de setembro de 2014 – Padre Daniel Pinheiro

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Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Ave Maria.

Gostaria de saudar o Eminentíssimo Cardeal Dom José Freire Falcão, e de lhe agradecer, Eminência, por sua bondade para conosco e grande ajuda, desde que começamos esse apostolado. É uma honra e grande alegria sua presença entre nós aqui na Festa de Nossa Senhora das Dores, nossa Padroeira. Continuar lendo